Redução da produção leva barril de petróleo subir aos USD 66,34

A oscilação do barril de petróleo no mercado internacional fez subir o preço até aos uSD 66,34, ficando assim a uSD 2 abaixo do previsto no Orçamento geral do Estado para 2019

Depois de longas semanas sem ultrapassar a barreira dos USD 60, o barril de petróleo tipo Brent, referência para as exportações de Angola, ultrapassou os USD 66. No entanto, o produto continua volátil, tanto pode subir, como pode baixar, dependendo da oferta do mercado. Todavia, o preço com que encerrou a negociação do “ouro negro” na última semana é favorável a Angola, cujo financiamento do Orçamento Geral do Estado (OGE) continua ancorado no petróleo, principal matéria-prima de exportação. A subida do preço do barril do petróleo é o desafio da Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP), e tarda a satisfazer as expectativas dos seus membros.

Trata-se de um processo que não depende só dela, uma vez que os grandes produtores como é o caso dos Estados Unidos da América, não fazem parte do cartel, não estando, por isso, sujeitos aos cortes estabelecidos pela referida organização da qual Angola é membro. No passado mês de Janeiro, os países filiados ou não na OPEP iniciaram um corte na produção de aproximadamente 1,2 milhão de barris de petróleo, num esforço conjunto que tem sido feito desde 2016 para equilibrar os preços do crude no mercado. A decisão deste segundo corte na produção, cujo ajuste é de 3,02% para cada Estado membro, foi adoptada na 175ª conferência da OPEP realizada nos dias 06 e 07 de Dezembro de 2018, em Viena, Áustria, resultado da queda dos preços com mínimos de USD 50 registadas no período de Novembro e Dezembro, depois de ter atingido em Outubro os USD 85 por barril.

Angola, com uma produção de referência de 1,528 milhões de barris por dia,poderá cortar 47 mil barris por dia, ao contrário dos 29 mil barris previstos anteriormente, o que implicará baixar a produção para um milhão e 481 mil barris por dia. A medida, que terá uma duração de seis meses, devendo ser objecto de avaliação dos seus resultados em Abril (dois meses antes do prazo), tem como propósito reduzir o excesso de stock e o desequilíbrio entre a oferta e a procura. Entre 2014 e 2016, a oferta de petróleo no mundo superou a procura em 1,5 milhões de barris por dia armazenados, quando na altura a oferta mundial aumentara a 5,8 milhões de barris por dia, enquanto a procura crescia apenas em 4,3 milhões de barris por dia.

Revisão anunciada para Março Em Janeiro último, o ministro de Estado da Coordenação Económica e do Desenvolvimento Social, Manuel Nunes Júnior, admitiu a revisão do Orçamento Geral do Estado já em execução. O posicionamento do governante está relacionado com a baixa do preço do barril de petróleo no mercado internacional, comparativamente com o fixado no OGE. Na sua abordagem sobre o assunto, Manuel Nunes Júnior argumentou que “a revisão orçamental em nada estranhou. Quando apresentamos o OGE na Assembleia Nacional acautelamos a possibilidade de ele poder ser revisto”, disse na ocasião.

error: Content is protected !!