Restos mortais de Pascoal Manuel repousam no cemitério do Benfica

foi ontem a enterrar o colega Pascoal Artur Pedro Manuel, cujos restos mortais descansam no cemitério do Benfica, em luanda. Pascoal, destacado na área de transporte e logística, faleceu no dia 14 do mês em curso, vítima de doença prolongada, no Hospital Josina Machel (Maria Pia)

Nas primeiras horas da manhã, de ontem, na rua 16 do bairro Sagrada Esperança, registou- se um movimento incomum. Pessoas vindas de vários pontos de Luanda, bem como doutras províncias, entre amigos, familiares e colegas, que procuravam despedir-se de Pascoal Manuel, também conhecido por Tuia, ali se juntaram para o último Adeus.

Quando o relógio marcava 9 horas e 30 minutos, os restos mortais do malogrado partiam da sua residência em direcção ao Cemitério do Benfica. A marcha fúnebre foi acompanhada pelos familiares, colegas, amigos e pessoas singulares que conheceu ao longo do exercício da sua profissão no interior das comunidades e das cidades do país.

Neste momento, palavras faltaram à direcção do jornal OPAÍS que a ele confiavam a segurança dos colegas, sempre que saíssem à rua, assim como os trabalhadores da área administrativa, com os quais interagia sempre com a intenção de garantir que as suas tarefas fossem cumpridas na íntegra. Pascoal Manuel deixa também um vazio na área de transportes e logística, onde trabalhou directamente, apesar de que algumas vezes se predispunha a fazer o trabalho na área de fotografia.

Pascoal era dos poucos motoristas que tinha consigo sempre, no bolso traseiro esquerdo das calças, um bloco de notas e auxiliava o repórter a fazer anotações durante as reportagens que acompanhava. Por isso, os jornalistas deste grupo de comunicação também entraram em choque ao tomarem conhecimento do passamento físico do colega, pois com o malogrado percorreram vários pontos do país, cumprindo a nobre missão de reportar as vidas de milhares de angolanos que auguram um futuro bom para os seus descendentes.

Muitas vezes, quando a equipa de reportagem não tinha um fotógrafo, Pascoal prestava esse tipo de serviço, mostrando-se disposto a aprender cada vez mais, já que estava ali para servir a equipa. Com o desaperecimento prematuro (aos 43 anos) os profissionais do grupo Media Nova foram invadidos por uma dor a corroer todos os que com ele trabalharam directamente, porque jamais voltarão a desfrutar da sua amável e aprazível companhia.

Pois é, como é triste saber que jamais eles voltarão a vê-lo entrar pela empresa adentro, sempre bem-disposto e pronto a servir o país que o viu nascer a 3 de Outubro de 1975, em Luanda. Os funcionários deste grupo de comunicação estão profundamente abalados pela forma abrupta como Pascoal partiu, pondo um repentino término aos quase cinco anos de labor iniciados no dia 3 de Março de 2014.