Cimenfort instala fábrica de cimento em cabinda

O desejo não é novo, mas desta vez parece ser para valer. A Cimentfort está mesmo apostada em expandir-se pelo país. A província de Cabinda, mais ao Norte, é a próxima aposta em termos de investimento directo

Apesar de um certo abrandamento no sector da construção civil, os investimentos na área industrial de material contínuam. É assim que Cabinda vai receber investimento neste segmento, assegurando muitos postos de trabalho de forma directa e indirecta. Com efeito, o presidente do Conselho de Administração da Cimenfort, Paul Heng, anunciou que, durante o corrente ano, vai ser instalada no Pólo Industrial de Fútila, em Cabinda, uma fábrica de cimento com capacidade para 350.000 toneladas por ano.

A fábrica de Cabinda vai ser instalada numa área de 51 hectares e criará 150 novos postos de trabalho directos. Paul Heng disse que a nova unidade fabril pertence ao grupo Cimenfort, cuja sede está instalada no município da Catumbela, na província de Benguela. O gestor da referida empresa disse estar certo que, a partir do momento em que a fabrica comece a funcionar, Cabinda deixará de importar cimento dos países vizinhos, concretamente dos Congos Democrático e Brazzaville. A capacidade instalada nas unidades fabris de cimento em Luanda, nomeadamente a CIF, é de 3.800.

toneladas por ano, enquanto na Nova Cimangola ronda as 1.800.000 toneladas por ano. Na província do Cuanza-Sul, a FKCS produz 1.350.000 toneladas de cimento por ano. Na província de Benguela, as duas fábricas da Secil Lobito têm uma produção de 300.000 toneladas por ano e a Cimenfort com 750.000 toneladas por ano. A produção anual de cimento em Angola é de 8.000.000 toneladas.

Pequenas empresas na Huíla encalham na falta de financiamento

Cinquenta por cento dos mais de 200 projectos de pequenas e médias empresas licenciados em 2018 pelo Fórum Angolano de Jovens Empreendedores (FAJE) na Huíla, para o fomento ao auto-emprego, emitiram carta de falência por falta de financiamento bancário. Segundo o coordenador provincial do FAJE, Piedade Pena, a província tem potencialidade para a criação de ideias inovadoras viradas para o empreendedorismo, mas que falham na materialização por falta de políticas efectivas de financiamento.

Disse que as que ainda sobrevivem correm o risco de falir, já que se mantêm a custa de empenho financeiro próprio. De acordo com a Angop, que avança a notícia, de que 485 empresas controladas pelo FAJE nos 14 municípios da província geraram 550 empregos directos, no Lubango 145 estão em pleno funcionamento, aguardando-se a manifestação de outras. Já o mesmo não sucedeu com a Humpata, que contava no princípio do ano passado com mais de 100 empreendedores e só 52 sobreviveram. O responsável apontou como causa, para além das dificuldades no acesso ao financiamento, as poucas oportunidades no mercado por ser ainda restrito.

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