Homens das “artes cénicas” sentam-se em mesa redonda

“Associativismo no Seio da Classe” e “A Política Cultural e Sua Aplicação” centralizam os debates de uma mesa redonda e momentos teatrais, no âmbito da 21ª edição do projecto “Há Teatro no Camões”

Vários intervenientes das artes cénicas no país juntam-se no auditório Pepetela, do Camões Centro Cultural Português, em Luanda, nos próximos dias 26 (3ª feira) e 27 (4ª feira) de Fevereiro, para 21ª edição do projecto “Há Teatro no Camões”. O programa envolverá grupos teatrais, actores, encenadores, dramaturgos e reputadas figuras ligadas ao mundo teatral angolano, que em dois dias consecutivos vão debater em torno dos temas “Associativismo no Seio da Classe” e a “A Política Cultural e sua Aplicação”.

Em relação à abordagem “Associativismo no Seio da Classe”, o debate será animado pelos prelectores Adelino Caracol, Orlando Domingos, Armando Rosa, Agostinho Cassoma, Carlos Manuel de Carvalho, Osvaldo Moreira, Sérgio Manuel e Tiago Simões. Já a “A Política Cultural e sua Aplicação” terá como oradores Adelino Caracol, Aguinaldo Jaime, Nilton Fernandes, Paul Barascut e José Mena Abrantes, que deverão encerrar o segundo e último dia de trabalhos dos fazedores das artes cénicas. Por outro lado, serão apresentadas duas peças de pequeno formato de grupos teatrais da província de Luanda. O primeiro dia vai contar com a performance do grupo Nguizane Tuxikane, que deverá exibir a emblemática peça “Kassinda não volta atrás”.

A mesma relata um passado no Huambo, mais concretamente no município do Bailundo, em que Namunda tem uma filha, “Tchifole”, para a dar em casamento, mas impõe duas condições ao futuro genro chamado Kassinda: o genro terá de aceitar viver na sua casa; em caso de doença, ou se Namunda falecer, o genro terá de ser enterrado vivo com ela. Vários jovens da mesma aldeia desistiram de casar com Tchifole devido às condições impostas pelo pai. Contudo, Kassinda aceita as condições e está decidido a tudo fazer por amor à sua amada. Com o decorrer do tempo Namunda morre e agora coloca-se a questão. Será que Kassinda vai ou não aceitar ser enterrado vivo com o sogro? Ao passo que a Banda Teatral Justiça e Artes vai apresentar a peça “Tinha Que Ser Hoje”? Trata- se de uma obra contemporânea que descreve, de forma orgânica e dinâmica, o conflito de um casal que apenas pretendia uma noite de prazer… Mas o destino parece conspirar contra eles.

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