Mulheres

No Brasil, a Globo, finalmente tem uma apresentadora negra para o seu principal serviço noticioso. Alguma coisa está muito mal naquele país, que tem a maior população negra fora do continente africano. Agora, com o novo poder e a fama que traz consigo, bem, quase se pode dizer que este facto vem mesmo a propósito. Aliás, Bolsonaro e a Globo não se pode dizer que andem muito apaixonados. Mas isto não apaga o facto de apenas agora a globo ter uma apresentadora negra para o seu telejornal. E, o Brasil é simultaneamente a imagem de uma palete de cores e do racismo. Em Portugal vão já onze mulheres assassinadas por companheiros ou ex-companheiros este ano, uma tendência louca que tem de ser interrompida de alguma forma. Mas estes números saltam de uma janela de um aposento chamado violência doméstica, que aquela sociedade, dita de brandos costumes, sempre tentou ocultar. Agora o monstro cresceu e saltou cá para fora, em forma de sangue. Por esse mundo fora tem as mulheres vão sendo vítimas de todo o tipo de violência, apesar de serem mais do que os homens e cada vez mais instruídas. E agora a escritora Corinne Maier diz que está na hora de parar de “vender a ideia de que bebés são sinónimo de felicidade”. Bem, se forem bebés que se vão tornar racistas ou que vão matar mulheres, ela tem razão. E nem precisa de acrescentar a estas as suas quarenta razões para odiar crianças: elas dão só um por cento de felicidade, o resto é preocupação; gastam montes de dinheiro, ocupam o tempo todo, etc… palavra de mulher!