Trump apela aos militares venezuelanos para apoiarem Juan Guaidó

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, aumentou a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro na Venezuela, ao apelar ao apoio dos militares em Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino do país.
O líder norte-americano acusou também o homólogo venezuelano de ser “um fantoche” político de Cuba, num momento em que Maduro continua sem deixar entrar a ajuda humanitária no país, que permanece retida na cidade colombiana de Cucuta, junto à fronteira com a Venezuela.

“Tenho uma mensagem para cada oficial que está a ajudar a manter Maduro no poder: os olhos de todo o mundo estão hoje sobre vós, todos os dias e todos os dias do futuro. Não se podem esconder da escolha que agora se vos depara. Podem optar por aceitar a generosa oferta de amnistia do presidente Guaidó para viverem as vossas vidas em paz, com as vossas famílias e os vossos compatriotas”, disse.
Durante a sua intervenção, em Miami, onde vivem mais de 100 mil venezuelanos, Trump acrescentou que “está a chegar um novo dia para a América Latina”, ao procurar congregar apoio entre a maior comunidade venezuelana nos EUA para o líder oposicionista Juan Guaidó.
Depois de instar os militares a apoiarem Guaidó, Trump avançou que pretende “uma transição pacífica”, mas sem deixar de esclarecer que “todas as opções estão em aberto”.

O discurso de Trump em Miami não ficou sem resposta de Nicolás Maduro, com o presidente da Venezuela a atacar uma vez mais a intromissão americana na situação política do país.
“Eles acreditam com a sua arrogância e o seu desprezo por nós que são donos do país e Donald Trump acredita que ele tem o poder de dar ordens e que as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas vão cumprir as suas ordens. É uma ofensa à dignidade e à vergonha.”
Nicolás Maduro reagiu ainda à pressão sobre o bloqueio da assistência na fronteira com a Colômbia, anunciando o envio de 20 mil caixas de ajuda humanitária para a cidade de Cucuta.