Venda ambulante de medicamentos será combatida coercivamente

A iniciativa surge devido às constantes complicações resultantes do armazenamento incorrecto e venda de fármacos naturais por pessoas que não estejam licenciadas para o exercício da actividade

O presidente da Câmara dos Terapeutas Tradicionais, Kitoco Mbiavanga, anunciou em Luanda que a sua organização, em parecia com a Polícia Nacional, dará início ao combate coercivo da venda ambulante de medicamentos tradicionais nas ruas de Luanda. Segundo o responsável, a iniciativa aparece devido às constantes queixas que a sua organização tem recebido relativamente à venda incorrecta de fármacos tradicionais, por pessoas que nem sequer estão licenciadas para o efeito.

Como resultado, os pacientes a quem esses medicamentos são ministrados têm reclamado contra os efeitos nefastos dos mesmos. Porém, de forma a travar tais práticas e no âmbito da Operação Resgate em curso no país, Kitoko Mbiavanga fez saber que a sua instituição vai procurar levar a cabo um conjunto de acções coercivas, que vão poder desincentivar a actividade ambulatória de venda de medicamentos naturais. “Muitos destes medicamentos são vendidos em condições precárias.

E, em vez de fazerem bem, pioram ainda mais a condição de saúde do doente. E nós, enquanto parceiros do Estado, não podemos estar indiferentes em relação a isso”, notou. De acordo com o terapeuta, o exercício da medicina tradicional deve ser feito mediante acreditação e autorização da Câmara que, conforme explicou, é a entidade autorizada pelo Estado para coordenar e projectar as acções neste segmento médico. E a venda de fármacos deve ser feita em locais apropriados e limpos. “Mas o que acontece é que muitas destas pessoas não cumprem as orientações e só dificultam as acções”, explicou o responsável, sem, contudo, dar a conhecer o número de médicos inscritos na sua organização.

Maior valorização

Por outro lado, Kitoko Mbiavanga mostrou-se satisfeito com a importância e a valorização que actualmente se dá à medicina tradicional. Conforme referiu, diferente dos outros tempos, em que os médicos tradicionais eram ‘combatidos’, hoje são mais valorizados e dispõem de espaços seguros para o exercício da actividade sem intimações. Todavia, devido a este sucesso, o também médico disse que nos próximos anos as universidades poderão passar a formar quadros ligados à medicina tradicional. “Hoje já temos boas relações com o Governo e com os parceiros sociais. Muitas doenças que não encontram respostas na medicina convencional estão a ser tratadas no fórum tradicional. O que é preciso agora fazer é formar mais jovens que vão, no futuro, ajudar a assegurar a nossa instituição, frisou.

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