Carta do leitor: Na berlinda a nossa má educação sexual

POR: felismina miranda

Saudações! Muitas são as pessoas que ignoram o facto que penalizar o aborto é um assunto bastante sério e merece muito debate. Talvez eu seja uma leiga nesta matéria ou esteja a exagerar, mas penso que é grave quando numa sociedade como a nossa envereda por este tipo de penalização, quando não se fez ainda o que é básico: a educação. Não estou a referir-me à educação jurídica, que por sinal não deve ser posta de parte e só deveria aparecer depois do tipo de educação que é o tema central desta minha abordagem, a educação sexual, que recebemos com muita dificuldade. Se existe um número consideravelmente alto de adolescentes grávidas, se existe um número elevado de violações sexuais ou se existe um número alto de “gravidezes fora do plano” é também porque existe esta lacuna na Educação. No que toca à educação sexual, estamos com pouca coisa a reter na escola, isto para não dizer nada; ainda perdura o tabu; no seio da família e na Igreja, abrenúncio, evita-se falar sobre isso. Assim, muitos de nós aprenderam (de forma errada) algumas coisas na televisão estrangeira e com algum filtro na Internet. É importante que o Estado se preocupe com a educação. Esta sociedade precisa de educação sexual, esta sociedade precisa de aprender como evitar que se chegue ao aborto, devia aprender a levar à sério a sexualidade e não simplesmente por experimentação, por prazer ou gosto. Se a escola não dá guia de viagem sexual , a família idem, bem como a Igreja, e muito menos os principais formadores de opinião…como vamos encarar esta penalização? E se vocês pensam que o número de casos de gravidezes precoces aumentou por simples “prazer” dos adolescentes e jovens, estão enganados.