Reabilitação do Museu Nacional de Arqueologia custará 207 milhões de Kwanzas

A obra tem um prazo de execução de 12 meses e será fiscalizada por uma empresa nacional, cujo contrato ficou estipulado em 14 milhões e 386 mil e 375 kwanzas e 83 cêntimos

Duzentos e sete milhões 54 mil e 250 kwanzas o montante a ser empregue na reabilitação do Museu Nacional de Arqueologia, em Benguela. A obra tem um prazo de execução de 12 meses e será fiscalizada por uma empresa nacional, cujo contrato ficou estipulado em 14 milhões e 386 mil e 375 kwanzas e 83 cêntimos. O Museu Nacional de Arqueologia, localizado junto à Praia Morena, na cidade de Benguela, chegou a ter um acervo de 9 mil e 150 peças, muitas das quais roubadas nos vários assaltos.

O edifício onde funciona é uma obra dos séculos XVII/XVIII, onde os escravos eram depositados temporariamente antes de serem levados para a América. Ocupa um perímetro de 8 mil metros quadrados e foi construído de blocos de pedra calcária, possuindo portões e gradeamentos de ferro maciço. Depois do fim do tráfico de escravos, o edifício passou a pertencer à Alfândega de Angola. Em 1976, foi neste mesmo edifício criado o Museu Nacional de Arqueologia. Na mesma ocasião, foi igualmente consignada a obra de reabilitação da Emissora Provincial de Benguela, do grupo Rádio Nacional de Angola, cujo valor está orçado em 43 milhões e 997 mil e 538 Kwanzas. A obra de reabilitação estará a cargo de uma empresa construtora nacional, assim como a sua fiscalização, orçada em 3 milhões e 500 mil Kwanzas.

Os dois edifícios vão beneficiar de várias intervenções de requalificação em todas as suas estruturas, desde melhoramento nas paredes, coberturas, colocação de portas e janelas, bem como apetrechamento. Em declarações à imprensa, a directora do Museu Nacional de Arqueologia, Maria Benjamim, louvou a iniciativa do Governo, realçando que o imóvel há muitos anos que carecia de uma intervenção, tendo em conta o estado de degradação que a estrutura apresenta. “Falar do museu é falar da história do país, que deve ser preservada”, disse. Já o governador provincial de Benguela, Rui Falcão, que orientou a cerimónia de consignação, prometeu continuar a apoiar todas as instituições públicas sempre que haja disponibilidade financeira.

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