Huíla precisa de pelo menos 16 milhões de Kwanzas para dançar o Carnaval

De há um tempo a esta parte, o carnaval, que constitui a maior manifestação cultural do país, tem vindo a perder fulgor na província da Huíla, com a desistência de alguns grupos carnavalescos por causa da falta de apoios e da abolição do desfile provincial nas últimas seis edições

POR: João Katombela, na Huíla

O Chefe do Departamento da Cultura e Património Histórico do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto, Bernardino Gabriel, fez saber que para o Carnaval acontecer na província da Huíla são necessários mais de 15 milhões de Kwanzas, destinados ao apoio aos grupos participantes e à respectiva premiação. “Nós tínhamos proposto ao Governo Provincial, em termos de apoio, o equivalente a 16 milhões de Kwanzas, mas isso agora vai depender da realidade financeira que o Governo da Província possa ter, porque os custos operacionais são muito mais altos do que este valor”, apontou.

Para a edição 2019, que deverá acontecer de 5 a 8 de Março, já foram inscritos para o entrudo um total de 20 blocos de animação, 72 grupos de adultos e 63 grupos da classe infantil. O município do Lubango é o que mais detém participantes para a presente edição do Carnaval, com 12 grupos carnavalescos na classe infantil, cinco de adultos, bem como cinco bolcos de animação. Segundo Bernardino Gabriel, este número poderá crescer, tendo em conta o processo de inscrições ao nível dos 14 municípios que fazem parte do território huilano.

Defendida criação de Associação de Grupos Carnavalescos

O responsável do evento defendeu ainda a necessidade de se criar uma Associação de Grupos Carnavalescos da Província da Huíla, para depois acrescentar que a ideia é de imprimir uma maior organização ao nível dos grupos, no sentido de angariar mais atracções até para a economia no sector do turismo e da hotelaria. “Gostávamos de ter uma Associação Provincial para tratar exclusivamente de assuntos do Carnaval e, também, ver se os grupos podem ter uma estrutura organizacional bem definida, inscreverse ao nível da AGT e ter uma renovação de mandato também nas lideranças dos mesmos, porque isso pode atrair potenciais patrocinadores”, avançou. Saliente-se que há três anos consecutivos que a província da Huíla não realiza o desfile oficial do Carnaval por escassez de recursos financeiros, quer para reunir quer para atribuir prémios condignos aos grupos concorrentes.

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