EUA e China esboçam acordo para acabar com guerra comercial, dizem fontes

As duas maiores economias do mundo aplicaram tarifas uma contra a outra sobre centenas de biliões de dólares em bens, desacelerando o crescimento económico global e afectando as cadeias de oferta e a indústria. Embora autoridades realizem discussões de alto nível na Quinta e Sexta-feiras em Washington, elas divergem em relação a exigências feitas pelo Governo norte-americano para mudanças estruturais na economia da China.

Mas as linhas gerais do que pode formar um acordo estão a começar a surgir das negociações, disseram as fontes, conforme os dois lados buscam um acordo até 1 de Março. Essa data marca o fim de uma trégua de 90 dias com que Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, concordaram quando se encontraram no final do ano passado. Os negociadores estão a esboçar seis memorandos de entendimento sobre questões estruturais: transferência forçada de tecnologia e roubo cibernético, direitos de propriedade intelectual, serviços, câmbio, agricultura e barreiras não-tarifárias ao comércio, de acordo com duas fontes familiarizadas com o avanço das discussões. Em reuniões entre autoridades dos EUA e da China, na semana passada, em Pequim, os dois lados trocaram textos e trabalharam num esboço sobre obrigações, de acordo com uma das fontes.

O processo se tornou uma negociação comercial real, disse a fonte, tanto que no final da semana os participantes consideraram permanecer em Pequim para continuar a trabalhar. Mas, em vez disso, concordaram com uma pausa por alguns dias e em se reencontrarem em Washington. As fontes pediram anonimato para poderem falar com franqueza sobre as negociações. O porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng, recusou-se a falar nesta Quinta-feira sobre os memorandos de entendimento.