Antologia Poética Digital “Nós e a Poesia” em homenagem ao poeta João Tala

No passado Sábado, dia 16 do mês em curso, a UEA albergou o lançamento da Antologia supracitada. Caros leitores, digníssimos, se nos permitem reconhecer a iniciativa privada de se tirar o ‘chapéu’, trata-se de um projecto bastante ambicioso, uma obra que contém textos de 33 poetas de Angola, Brasil e Portugal e está disponível ao público no site da revista Palavra e Arte, dando homenagem ao poeta angolano João Tala.

EDIÇÕES HANDYMAN chancela o projecto, de dois estudantes do curso de Língua e Literatura em Língua Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto, Gonçalves Handyman e Adilson Gonçalves. Em entrevista, líder das Edições Handyman falou sobre os objectivos estabelecidos pela organização, que visa homenagear pessoas vivas da geração 80 até a geração dos nossos dias que muito fazem pela LITERATURA ANGOLANA. “Em cada edição homenageamos um poeta.

O primeiro poeta foi o Lopito Feijóo, “ Revista digital – o fio da palavra”. O segundo foi o João Tala, “Antologia poética – Nós e a Poesia”, tanto no formato digital como no formato físico. O terceiro foi, com o lançamento de um livro infantojuvenil, no formato digital, o escritor e crítico literário Hélder Simbad, com o título “A palanca de chifres dourados”. As obras estão disponibilizadas no site da Revista Palavra & Arte, onde todos podem ter acesso e é permitido baixá-las. Acrescentou que têm, também, entre os objectivos, a divulgação de trabalhos de fi m de curso das universidades e institutos de ensino superior de Angola. Foram traçados objectivos no que tange o lançamento da Antologia poética “Nós e a Poesia”, dentre eles, a apresentação e a venda da Antologia, com vista a alcançar as suas metas. “Pretendemos continuar com o projecto, temos a perspectiva de lançar um livro inédito em Angola, com o título ‘Os nomes gentílicos de Angola’, da autoria de António Januário Kutema, em seguida lançar um livro de dueto entre o Gonçalves Malha (eu) e o Adilson Gonçalves e mais adiante fazer uma homenagem à Revista Mensagem do Século XX, para fechar o ano com uma antologia em homenagem ao poeta José Luís Mendonça”, anunciou. Em entrevista, acrescentou o único poeta contemporâneo que se fazia presente na sala, Cristóvão Neto:

“O nosso homenageado merece todo esse cenário de gloria! A iniciativa é louvável, principalmente porque vem de uma juventude com fulgor e tamanha humildade que acreditamos ter muito para dar no desenvolvimento do país e da Literatura Angolana”, apontou. A finalizar, o Poeta homenageado, João Tala, em gesto de gratidão, reconheceu a tamanha honra, estima, e grande elogio à sua escrita. E o facto de reunir uma gama de jovens que conhece os parâmetros da literatura, estudam e dedicam-se a ela, levou a que o poeta afirmasse: “Chego a pensar que este país, em termos de futuro da literatura, está muito bem encaminhado e sinto-me ainda mais preocupado em trabalhar para continuar a propor arte no sentido da palavra”, rematou o homenageado.

O Homenageado

JOÃO TALA, 1959, nasceu em Malanje. Em 1974 vem a Luanda, onde continua os seus estudos. Ingressou nas Forças Armadas num contexto de guerra e foi enviado para o Huambo em 1980. Aqui, participa na formação da Brigada Jovem de Literatura Alda Lara e começa a estudar Medicina, que conclui em Luanda. Actualmente é especialista em Medicina Interna. Membro da UEA desde Dezembro de 1997, o ano em que lançou a sua primeira obra intitulada A Forma dos Desejos, poesia (prémio primeiro livro da UEA). Seguiram- se outros títulos: O Gasto da Semente, poesia (menção honrosa do prémio literário Sagrada Esperança); A Forma dos Desejos II, poesia (2003); Lugar Assim, poesia (2004); Os Dias e os Tumultos, contos (Grande Prémio de Ficção, 2004 da UEA); A Vitória é uma Ilusão de Filósofos e de Loucos (Grande Prémio de Poesia, 2005 da UEA); Surreambulando, contos (2007); Forno Feminino, poesia (2010) e Rosa & Munhungo, contos (2011); Rua da Insónia – um manfesto de inquietações – poesia (2013).

CO-RUBRICA

Hélder Simbad, heterónimo de Hélder Silvestre Simba André, nasceu aos 13 de Agosto de 1987 na província de Cabinda, Angola. È licenciado em Línguas, tradução e administração pela Universidade Católica de Angola. Escritor, Crítico Literário e Professor de Língua Portuguesa e Literatura Africana no iCRA. Coordenador Geral e Membro co-fundador do Movimento Litteragris. Vencedor do Prémio António Jacinto 2017, com a obra Enviesada Rosa. Lançou em Portugal a sua segunda obra poética intitulada: insurreição dos Signos, pela editora Perfil Criativo.

Reouver os verbos dálma em actos de vandalismo ridicularizar as tábuas forjadoras do verbo Deixa a intuição esmagar o intelecto na rota da poesia com loucura derrotar os lúcidos (?) Assinar pactos com a lua com o próprio engenho descobrir a pátria na agris língua renascer imagem no arrepio ou desenhar orgasmos de infi nitos Conduzir o verso? Náo! o (in)verso uma arte sem contratos no espelho do saber Proponho “SE HOUVER TEMPO”

error: Content is protected !!