“Hóspedes” de Dom Henriques realojados no Zango

Quarenta e cinco dias depois de terem sido desalojadas do edifício Infante Dom Henriques (Prédio do Baleizão), no distrito da Ingombota, as dezasseis famílias já vivem em melhores condições no Zango 4, município de Viana.

Os pertences dos antigos moradores do “Prédio do Baleizão” foram transportados por camiões e as pessoas em autocarros, na Quarta-feira última, para as suas novas residências, no tipo T2, numa zona com energia eléctrica e água potável canalizada, segundo a Angop. As referidas famílias haviam recusado abandonar o local para serem instaladas em tendas no bairro da Paz, no distrito do Ngola Kiluange, devido à falta de condições de habitabilidade. Na altura, invocavam que o bairro da Paz apresenta problemas de fornecimento de energia eléctrica, água potável, policiamento e saneamento básico.

A transferência decorreu de forma pacífica, embora tenha ocorrido uma redução no número de famílias de 24 para 16. O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda, Francisco Alexandre, esclareceu que tal redução deveu-se ao facto de ter sido detectada a presença de gente infiltrada durante o cadastramento. O acto de transferência decorreu durante toda a Quarta-feira, envolvendo a Polícia Nacional e o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), sob orientação da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda e do distrito da Ingombota.

O “Prédio do Baleizão” é um edifício privado, um dos primeiros construídos na zona da baixa de Luanda, no século 17, localizado no Largo Infante D. Henriques, hoje Largo de Amizade Angola Cuba e foi considerado Património Histórico Cultural, por decreto número 86, boletim Oficial número 222 de 23 de Setembro de 1947, em Luanda. Na baixa da capital angolana existem centenas de imóveis construídos no século 17 que se encontram em avançado estado de degradação.

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