Prosa fictícia “A voz do Mar” vence prémio Quem Me Dera Ser Onda

Os vencedores da 9ª edição do Prémio “Quem Me Dera Ser Onda” já são conhecidos. O concurso assinalou-se peloo inusitado: As três primeiras classificadas são mulheres e as mesmas provêm de escolas de Luanda

Assim, com a redacção “A voz do Mar”, à aluna de 17 anos do IMNE -Marista, Josemara Jesus Kamongo, coube o primeiro lugar pela narrativa em que apresenta momentos de surpresa para o leitor e explora o valor simbólico do Mar, recreando, para fins pedagógicos, crenças gravadas no património imaterial de Angola. Em segundo lugar ficou classificada o trabalho “O Velho Chico e as Crianças da sua Aldeia”, da aluna da escola pública número 1259, de 14 anos de idade, Irene Fernandes. De acordo com o júri, a escolha sobre os seus escritos recaiu pelo facto de espelhar um trabalho cuidado no que tange o uso da linguagem.

“Convoca vozes da ancestralidade, propondo ao leitor a revalorização de práticas culturais adormecidas, entre as quais a de contar estórias às crianças, elemento fundamental da educação não formal”, descreveu o Manuel Muanza, que presidiu o corpo de jurado. Por sua vez, a terceira classificação foi para “A rola de Calomboloca”, da aluna de 16 anos, representante do colégio Pitruca, Sandra da Conceição. Trata-se de uma narrativa que sugere à uma viagem pela fauna e pela flora de uma região emblemática de Angola, construindo ao mesmo tempo, um discurso explorador do maravilhoso. Desta feita, além dos três primeiros lugares distinguidos, o júri de acordo ao regulamento, decidiu atribuir menções honrosas aos trabalhos “Menino desobediente” e o “Coelho Preguiçoso”, assinados por Evaldina Marinha e Jovánia Francisco, respectivamente.

Prémios

Além de um certificado de participação e da publicação das obras, as vencedoras receberão um valor pecuniário em moeda nacional, sendo a primeira com 973. 950.00, enquanto a segunda receberá 584. 370.00 ao passo que a terceira receberá 389. 880.00, sob patrocínio da Fundação Sol.

Objectivos

O concurso literário infanto-juvenil “Quem Me Dera Ser Onda” é de âmbito nacional, no domínio da prosa de ficção, visando Patrono do concurso, Manuel Rui estimular a criatividade literária das crianças e jovens no domínio da prosa de ficção. Motivar os alunos para a pesquisa e gosto pela literatura angolana, contribuir para melhoria do ensino da Língua portuguesa, identificar jovens talentos e com habilidades no domínio da literatura bem como criar oportunidades para trocas de experiências nesse segmento, figuram entre os objectivos do evento. O prémio é uma homenagem ao exímio escritor angolano Manuel Rui Monteiro, autor da obra escrita em 1982 e considerada pela critica como sendo um dos seus mais emblemáticos escritos, pelo de abordar temas sérios presentes na sociedade angolana, após a independência.

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