Marca angolana de automóveis lança 11 modelos exclusivos em Julho

cinquenta e oito milhões de dólares serão investidos para instalação no país de uma unidade industrial para fabrico e montagem de automóveis de marca “Pegado”, cujo financiamento foi disponibilizado pelo banco Africano de Exportações e importações (Afreximbank)

Por: Iracelma Kaliengue

A marca conta com 11 modelos exclusivos e vai numa primeira fase comercializar as viaturas completamente montadas no exterior do país, concretamente na China, para posteriormente começarem a ser montadas e fabricadas em Angola, no Waku Kungo, província do Cuanza-Sul.

A informação foi passada pelo Presidente do Grupo BMP, Bruno Miguel Pegado, à margem da cerimónia de pré-lançamento da Marca Pegado em Angola. Em declarações a OPAÍS, Bruno Miguel Pegado informou que é seu desejo que no prazo de um ano a fábrica esteja concluída.

Explicou que o processo está a depender de alguns pressupostos, “pois tem a linha de financiamento aprovada, mas ainda não está disponível”. Bruno Pegado explica que necessita de garantias ou apresentar uma facturação superior a 10 milhões de dólares por ano para ter o financiamento que vai assegurar a linha de fabricação no território nacional.

Na criação dos modelos das marcas, a “Pegado Motors” decidiu homenagear o seu país “Pegado”, alguns municípios do país, bem como a planta rara do Namibe, a Weliwítschia Mirabilis.

Primeiras viaturas em Julho

O promotor disse, na ocasião, que em Julho do ano em curso começam a chegar as primeiras viaturas. “ Vamos, numa primeira fase, receber 876 viaturas da marca Pegado, resultante da aprovação de um plano de 16 milhões de dólares que será amortizado junto dos fornecedores”, avançou.

Durante a sua comunicação, garantiu que está assegurada a qualidade com tecnologia para assistência técnica, manutenção das viaturas e peças sem limitação. “Nesta primeira fase, com a chegada das viaturas a Angola, um grupo de mecânicos vai frequentar uma formação durante três meses na China para atender as primeiras unidades”, referiu, acrescentando que depois vai começar o ciclo de recrutamento de quadros que vai trabalhar na fábrica de linha de montagem.

Os quadros das universidades e centros profissionais A visão da empresa é o mercado angolano e a posteriori entrar no mercado africano, onde tencionam estar entre as marcas mais comercializadas nos próximos 10 anos. Nesta altura, a empresa tem já algumas solicitações para o Congo Democrático, República Centro Africana, que querem direito de exclusividade para representar a marca nos seus países.

Assegurou a devida qualidade com tecnologia para assistência técnica, manutenção das viaturas e peças sem limitação. A fábrica vai criar 1000 postos de trabalho, e dará oportunidade de estágios e bolsas de estudo para estudantes e engenheiros angolanos nas fábricas dos parceiros na China e, posteriormente, na unidade de produção de na nossa fábrica.

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