Seis detidos por quatro dias por causa do acidente mortal no comboio do Cairo

O procurador do Egipto ordenou nesta Quinta-feira a detenção de seis pessoas, por quatro dias, em conexão com uma locomotiva que destruiu os amortecedores e pegou fogo na principal estação de comboio do Cairo na Quarta-feir

O maquinista do comboio, seu assistente, outro maquinista de comboio e três outros funcionários da empresa ferroviária serão mantidos por quatro dias, aguardando as investigações sobre o incidente, disse o procurador num comunicado. O ministro da Saúde do Egipto, Hala Zayed, disse na Quinta-feira que o número de mortos no acidente subiu para 22. A TV estatal disse na Quarta-feira que 25 pessoas morreram no acidente, mas o ministro reviu o número para 20 no final do dia e disse que 43 pessoas ficaram feridas.

O procurador do Egipto disse na Quarta-feira que uma investigação preliminar indicou que o maquinista desceu do comboio para falar com o outro maquinista sem puxar o travão de mão, fazendo com que a locomotiva desacompanhada se apressasse e atingisse uma plataforma de betão.

Imagens de câmaras de segurança de dentro da estação de Ramses, na capital, mostraram que o comboio não parou quando chegou à plataforma seis, quebrando os amortecedores e uma grade de metal e explodindo numa enorme bola de fogo. O ministro dos Transportes, Hisham Arafat, que disse que o tanque de diesel do comboio havia explodido, demitiu-se na Quarta- feira. O ministro da Energia, Mohamed Shaker, vai dirigir temporariamente o Ministério dos Transportes, disse uma fonte do gabinete na quarta-feira.