Deputado contesta visita de Marcelo Rebelo ao Parlamento

O deputado independente à Assembleia Nacional pelo Grupo Parlamentar da UNITA, David Mendes, anunciou ontem, na sua página do facebook, que não vai participar hoje na plenária solene do Parlamento em homenagem ao Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Contactado por este jornal sobre o assunto, justificou ser um sinal de protesto pelos incidentes que ocorreram em Portugal em que angolanos foram discriminados e maltratados de forma desumana por questões de racismo pela Polícia Segurança Pública(PSP) na Jamaica, no Seixal, distrito de Setúbal.

Apesar de a PSP alegar ter ido à Jamaica para apaziguar a desordem protagonizada por moradores, o deputado diz que o caso não está a ter o tratamento que devia. Outro motivo da sua ausência é, também, em protesto contra a atitude do Bloco de Esquerda (BE) por não se ter levantado quando o Presidente da República, João Lourenço, esteve na Assembleia da República, durante a sua visita a Portugal, em Novembro do ano passado. Para David Mendes, a atitude do Bloco de Esquerda demonstrou uma falta de respeito ao estadista angolano e ao povo que ele representa. “Como já tinha dito numa entrevista ao vosso jornal, não ouvi nenhum deputado do MPLA ou da Oposição a questionar essa falta de respeito ao nosso Chefe de Estado”, disse.

Apesar de não ser militante do MPLA, David Mendes defende que desde o momento em que João Lourenço assume a liderança do país é o Presidente de todos os angolanos. “E qualquer desrespeito ao nosso Chefe de Estado é um desrespeito aos angolanos”, justificou. Recordou que “Paulo Portas ofendeu os angolanos, mas quando veio a Angola foi recebido com pompa e circunstância”, desabafou. Um outro motivo do seu protesto é o facto de o Ministério da Saúde (MINSA) ter anunciado a contratação de novos médicos portugueses, em detrimento dos angolanos que foram reprovados nos testes de admissão.

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