Carta do leitor: Falta de dinheiro

POR: António D. Pinto, Luanda

Obrigado direcção do jornal O PAÍS. Sou cidadão de Luanda e vivo em Viana há mais de trinta anos, na Caope B. Durante o fim-de-semana prolongado e de Carnaval, os “Multicaixa” ficaram sem dinheiro para a realização de despesas. Isto causou vários transtornos aos cidadãos, por isso não gostaria que voltasse a acontecer. As unidades bancárias, no meu ponto de vista, deviam, não sei se os regulamentos permitem, criar equipas para “abastecer” algumas caixas em alguns pontos da cidade de Luanda e arredores. É canssativo e demais andar quilómetros e quilómetros para tirar valores e o mais chato é aturar uma fila indiana. Não sou especialista em gestão bancária, mas é chegado o momento de se reparar essas falhas financeiras. Está provado que o consumo dos cidadãos aumentou, tendo em conta as despesas, porque as famílias aumentaram os seus membros. Assim, faseadamente os “Multicaixa” não podem ficar sem dinheiro e esperar-se que sejam “abastecidos” nos dias úteis de trabalho. Penso que é uma refl exão de todos os operadores bancários. Por isso, deve ser tida em conta, porque os transtornos têm sido enormes. É verdade que há zonas de risco e que aos fins-de-semana é uma acção que deve ser concertada com a Polícia Nacional e outros sectores ligados a segurança. Durante o fim-de-semana, houve pessoas que saíram do Zango para o centro da cidade de Luanda à procura de valores. Andar cerca de 60 quilómetros só para apanhar uns míseros kwanzas é um absurdo, porque é possível reduzir as distâncias com boas ideias. Os bancos podem e devem criar políticas, desde que andem de mãos dadas com os órgãos de comunicação social, de incentivo a poupança dos cidadãos. Podem ou devem também educar os cidadãos a gastar menos de acordo com a natureza e a realidade económica do país. Isto vai ajudar a reduzir as distâncias dos “Multicaixa”.

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