Editorial: Hospital anfíbio

Não há ano em que o Hospital Pediátrico do Sumbe, no Cuanza-Sul, não seja evacuado, tal como acontece agora, outra vez. Basta que caia chuva para a infra- estrutura fi car submersa e a habitabilidade impossível, muito menos para cuidados de saúde. O que espanta, no entanto, é a letargia, o deixa-andar, o gasto de dinheiro que signifi ca o facto de até agora não se ter encontrado uma solução para o problema. É o cúmulo da falta de vontade e do desrespeito por quem precisa, pelas vidas de milhares de crianças. Mas se olharmos para o persistente estado geral do Sumbe, nada mais pode espantar, muito menos indignar. É a total resignação e submissão à incompetência.

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