Fundos de investimentos facilitam o empresariado

O secretário-geral da Federação das Associações Empresariais de Luanda (FAEL), José Neto, defende a implementação de mais fundos de investimentos para apoiar a classe empresarial nacional no acesso ao crédito

O Governo está a trabalhar para a restruturação do Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA), instrumento que visa essencialmente apoiar as micro, pequenas e medias empresas. Por isso, o responsável da FAEL considera ser uma boa iniciativa, no entanto, sublinha a necessidade da criação de mais fundos do género. Numa entrevista concedida em exclusivo ao OPAÍS, José Neto referiu que “será através destes fundos que muitos empresários terão acesso ao financiamento sem ter que recorrer a banca comercial”, realçou. Segundo o responsável, o empresário nacional encontra-se descapitalizado e não consegue recorrer a um banco comercial para fazer um crédito. José Neto afirma que é neste sentido que o Fundo de Capital de Risco Angolano (FACRA) está a ser reestruturado no âmbito do Programa de Apoio ao Crédito (PAC), que vai permitir aos pequenos empreendedores terem acesso ao crédito. Na sua opinião, só haverá mais investimentos e mais empregos caso os pequenos empresários consigam financiamentos. “Os empresários estão descapitalizados e ninguém tem garantias de ir a um banco e receber crédito”, reforçou.

FACRA muda de nome

Por outro lado, José Neto avançou que, no âmbito das restruturações em curso o Fundo de Capital de Risco (FACRA), passa a se chamar FIDE e vai servir os interesses das pequenas e médias empresas, assim como permitir aos empreendedores a concretização de todo o seu potencial de negócios, da facilitação do financiamento. “Essa mudança vai contribuir para ajudar as empresas que serão capazes de produzir na prática, nomeadamente, as pastelarias, padarias, serralharias, marcenarias, entre outros produtos e não apenas as grandes empresas”, explicou.

Para o responsável, “uma economia não vive só de grandes empresas, mas também de pequenas e médias unidades de produção”, lembrou, realçando a importância de no país se apostar em pequenas e médias empresas, a nível dos municípios por formas a criar mais empregos aos cidadãos. José Neto sublinha ainda que o FACRA, se for utilizado sem conotações políticas, será um instrumento financeiro que vai contribuir para alavancar a economia nacional em todos os domínios e permitir com que as empresas nacionais compitam de igual para igual com as empresas estrangeiras. “Deve ser um fundo que funciona somente com base nas condições do empresário”, referiu.

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