Editorial: Já só faltam as letras

Já alguém reparou que se fala de empresários, deputados e até de músicos nas deslocações presidenciais entre Angola e Portugal, ou mesmo na CPLP e raramente se fala daqueles que verdadeiramente fazem as nossas almas perdurar e crescer? não se fala de artistas plásticos, os fazedores do belo, e nem de escritores, os narradores do belo, da vida. Quantos angolanos conhecem mais de cinco nomes de escritores portugueses e quantos portugueses conhecem nomes de escritores angolanos além de um ou dois dos que têm lugar cativo nas “correntes de escrita”? a alma dos países não se limita a dois nomes, há que entender que a literatura é verdadeiramente futuro, comum, nas asas da mesma língua. Tudo o resto deve vir a seguir.

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