Roubo de acessórios de viatura regressa a Luanda

O roubo de acessórios de viaturas parece ser uma prática que, aos poucos, resurge na capital do país. os municípios do Kilamba-Kiaxi e Belas foram os últimos locais escolhidos pelos meliantes

A província de Luanda continua a sofrer com o roubo de viaturas. Em apenas um dia, oito viaturas na Urbanização Nova Vida, no município do Kilamba-Kiaxi, em Luanda, foram vandalizadas e as suas placas retiradas por um grupo de marginais ainda não identificados. A confirmação foi feita a OPAÍS pelo comandante deste município, Estanislau Ruben, tendo referido que as placas levadas pelos marginais são todas de viaturas de marca e modelo Land Cruiser Prado. O superintendente-chefe Estanislau Ruben referiu que os roubos aconteceram no último Sábado, e a Polícia tomou conhecimento mediante denúncia dos proprietários dos referidos meios rolantes. Até ao momento, segundo o comandante Estanislau Ruben, se desconhece o paradeiro dos meliantes, tendo adiantado que estão em curso investigações para se chegar aos presumíveis autores.

O roubo de acessórios de viaturas parece ser uma prática que, aos poucos, regressa na capital do país. Aliás, a Polícia Nacional em Luanda confirmou, esta semana, a detenção de cinco indivíduos suspeitos de terem furtado baterias, placas e outros materiais na Centralidade do Kilamba e arredores. Os cinco indivíduos, detidos, circulavam após a meia-noite, por volta das 04h00, na paragem do Quarteirão W1, com artigos suspeitos de terem sido furtados. Foi interpelada uma viatura de marca Suzuki, modelo Celeiro, de cor vermelho, que tinha no seu interior duas placas electrónicas e três baterias acumuladoras de viaturas. Ao que se sabe, o roubo desse tipo de materiais tem como finalidade a venda no “mercado negro” a preço muito abaixo do normal, uma situação que culminou com a proibição da venda no mercado dos correios no âmbito da Operação Resgate.

Proibição por lei de venda destas peças

A partir de um Decreto Executivo conjunto, de 17 de Julho, assinado pelos ministros do Interior, do Comércio e dos Transportes, passou a ser proibido o exercício de venda de peças sobressalentes de veículos automóveis e motorizadas fora dos estabelecimentos autorizados. O Decreto Executivo conjunto considera que tais práticas “violam os direitos patrimoniais dos legítimos proprietários e põem em risco o bem sublime que é a vida” e admite a necessidade de “tomar medidas destinadas a mitigar a ocorrência de furtos e roubos de veículos automóveis e motorizadas no território nacional”. Desde 17 de Julho de 2018 que a venda de peças sobresselentes é permitida apenas em concessionárias automóveis, lojas de venda de acessórios ou oficinais de assistência técnica, mediante apresentação de documentação sobre a situação legal, a fonte de aquisição do material, condições de trabalho e documentos das viaturas. Os infractores incorrem, além da penalização através de multas, em responsabilidade penal, podendo responder em tribunal pela prática de crime. Além dos sobresselentes, espelhos retrovisores, ópticas e todo o tipo de peças em plástico são habitualmente roubadas de viaturas estacionadas na via pública.

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