Carta do leitor: A cegueira da EPAL no Camama

POR: Júlio E. Sampaio

Caros amigos, eu já ando farto de ouvir os senhores da EPAL a dizer que ligaram isto e aquilo, aqui e ali. São sempre milhares de ligações. Acredito que sim, mas ligar só não basta, é preciso que a água corra todos os dias. Ou então há a protecção ao negócio das cisternas. Moro em Camama, perto dos chamados prédios da juventude, e aqui o abastecimento de água é uma dor de cabeça. Agora descobrimos uma coisa simples: por trás do condomínio dos jornalistas, bem na rua que faz fronteira com o bairro Iraque, ou Bonde Chape, passa uma conduta que liga ao Jardins do Éden, um outro condomínio famoso porque há quem pagou a sua casa e até hoje vê fumo. Esta mesma conduta, perto do condomínio Bem Morar, que uns brasileiros enganaram com ele centenas de angolanos, há uma girafa. Mais à frente, na estrada que dá para o Lar do Patriota, outro condomínio também com as suas makas, há mais uma girafa, com um tanque de água enorme. Se há condutas para estes condomínios todos e há um tanque enorme da EPAL, por que é que falta sempre água? As cisternas fazem muito dinheiro nestes condomínios. A dita conduta, perto dos prédios da juventude e do Bonde Chapé, tem uma ruptura que está lá há anos, já comeu o asfalto, fez um rio que serve para lavar carros e agora também para abastecer as cisternas. Se nós já comunicamos isso várias vezes à EPAL e eles nada fazem, ou são cegos, ou têm alguma coisa a ver com o negócio das cisternas. Mas ao menos que tratem da ruptura e poupem o asfalto e a rua que está quase a desaparecer. Mas com os vícios que conhecemos, já estou mesmo a ver que nada farão e vamos continuar a usar água das cisternas que pode vir mesmo daquele buraco. Será que um dia ouvirão o nosso clamor?

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