Marcelo Rebelo considera vital o porto do Lobito para o corredor do Lobito

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, considera o porto comercial do Lobito um vector importante para a economia do corredor do Lobito, que atravessa a República Democrática do Congo até à Zâmbia.

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

O estadista português visitou sexta-feira, 08, o porto comercial do Lobito, ocasião aproveitada para o conselho de administração da empresa portuária apresentar os projectos em curso, no âmbito da última fase de modernização daquele que é tido como um dos maiores portos de águas profundas em África e plataforma logística de Angola. “Estrategicamente é único e tem uma capacidade de crescimento e o de servir de transferência de carga no sentido regional aberto ao mundo”, considera Rebelo.

Na ocasião, Agostinho Estêvão Felizardo, o seu presidente, antes de apresentar a empresa que dirige, em vídeo, avançou que os grandes desafios assentam, entre outros eixos, na elaboração e conclusão do plano director e na evolução de um porto de serviço para o de “Senhorio”, em que se deverá concessionar as actividades comerciais, através da participação efectiva do sector privado. O ministro dos Transportes, Ricardo D´Abreu, que se adiantou a explicar a Marcelo Rebelo de Sousa que o CFB originou a criação do Porto, considerou o porto importante para promover a integração regional e a facilitação de comércio para o país “o porto do Lobito continua a ser o porto mais próximo à costa atlântica que existe deste lado, relativamente à costa do Índico”.

Em declarações à imprensa, o presidente do conselho de Administração do Porto Comercial do Lobito, Agostinho Estêvão Felizardo, disse que precisa de Portugal empresários com potencial técnico, capacidade financeira e experiência reconhecida em actividades que sejam de domínio portuário. O responsável adianta que o seu conselho trabalha para transformar a empresa de porto de serviços para o de senhorio, na base de concessões, esperando, agora com a visita de Marcelo, que os empresários lusos entrem no negócio e adverte para a necessidade de se ter capacidade para o efeito “é um segmento de negócios aberto para o qual os empresários portugueses podem concluir”, enaltecendo, por outro lado, a retoma do negócio do minério, 40 anos depois da sua paralisação. “Pelo porto passaram já acima de 20 mil toneladas de manganês, acima de 4 mil toneladas de cobre processado no sentido interior, região para o exterior. No sentido contrário, já assistimos à entrada de enxofre e componentes químicos necessários para processar o cobre na origem”, assinala.

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