Carta do leitor: “Mbadário” no INEJ…

Caro Director do jornal O PAÍS, muito obrigado pela oportunidade que me dá nesta edição de Terça-feira. Espero que continuem a fazer o vosso trabalho à luz dos marcos que norteiam o exercício e a prática desta profissão, o jornalismo, profissão que contribui significativamente para o desenvolvimento da sociedade. Neste vosso espaço, vou debruçar-me sobre uma suposta carta aberta do Instituto Nacional de Estudos Judiciários (INEJ) ao Presidente da República, João Lourenço, que circula nas redes sociais. Na carta, o autor sem rosto ataca vários responsáveis do INEJ e os acusa de serem nepotistas. Aponta factos duros e lesivos sobre alguns estudantes que foram prejudicados nos cursos anteriores. O autor vai mais longe dizendo que os melhores lugares no INEJ, no Nova Vida, em Luanda, são reservados a sobrinhos e namoradas dos altos responsáveis daquela casa de formação de juízes e procuradores. O autor da carta desafia a direcção do INEJ a vir a público rebater, mas alerta o Presidente da República a fim de criar uma comissão de inquérito, porque o nepostismo é demais. Com isto, diz ainda que os militares que também frequentam o curso são vilipendiados, sendo que um grupo foi reprovado e depois repescado, mas, até agora não se sabem as razões. Sem mais delongas, apelam para uma intervenção máxima dos órgãos auxiliares para se pôr cobro à balburdia organizada que há no INEJ com a chegada da mais nova chefe, segundo a carta. O INEJ, em qualquer país, é uma instituição com brio e deve agir com lisura e transparência. Por isso, e enquanto é cedo, é melhor limpar-se o nome do INEJ para o bom nome de Angola, aliás a justiça angolana só quer melhorias na era do Presidente João Lourenço. Eh! É “mbadário” na casa de formação de justiça…

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