Discriminação de pessoas com SIDA preocupa ANASO

A Rede Angolana das Organizações de Serviços de SIDA (ANASO) alerta que esse número poderá aumentar nos próximos tempos caso não haja acções práticas e campanhas de sensibilização com vista a mobilizar os cidadãos para a necessidade de respeitar e aceitar as pessoas que vivem com a doença

Dados da Rede Angolana das Organizações de Serviços de SIDA (ANASO), divulgados a OPAÍS pelo seu secretário Executivo, António Coelho, revelam que uma boa parte dos angolanos praticam atitudes discriminatórias e preconceituosas em relação às pessoas que vivem com o HIV/SIDA. Segundo António Coelho, numa altura em que as organizações da sociedade civil estão a enfrentar dificuldades, devido à falta de financiamento, esse número poderá aumentar nos próximos tempos caso não haja acções práticas e campanhas de sensibilização com vista a mobilizar os cidadãos para a necessidade de respeitar e aceitar as pessoas que vivem com a patologia.

Neste sentido, frisou, a ANASO está a desenvolver, ao longo do mês de Março, uma ampla campanha denominada “ZERO DISCRIMINAÇÃO”. A ideia, conforme explicou, é, apesar de o país estar a viver esse período de crise financeira, mobilizar as pessoas e dar a conhecer o que é o HIV/SIDA, as formas de contágio bem como a importância do apoio familiar e institucional às pessoas que vivem com a patologia. Assim sendo, para o sucesso da referida campanha, António Coelho fez saber que a ANASO vai, como sempre, contar com o apoio da sociedade para emponderar as organizações da sociedade civil no fortalecimento das famílias e das comunidades. Para além da sensibilização, o secretário da ANASO fez saber igualmente que, recentemente, devido à semana do Carnaval, a sua instituição desenvolveu um conjunto de acções de combate e prevenção ao HIV/SIDA.

O responsável explicou que a referida campanha teve como objectivo a mudança de comportamento em relação ao HIV/SIDA no carnaval dirigida principalmente aos adolescentes e jovens dos 14 aos 25 anos de idade por ser a faixa etária onde ocorrem a maioria dos casos de contaminação. Neste sentido, durante dois dias, em toda a extensão da nova marginal, foram montadas duas clínicas moveis e realizados 640 testes de VH dos quais 3% foram positivos e encaminhados para as unidades de referência. No mesmo período, foram ainda distribuídos 180 mil preservativos masculinos e 24 mil preservativos femininos. Distribuiu-se igualmente 1800 folhetos e 450 posters sobre prevenção da SIDA e sobre Zero Discriminação. Para a campanha foram mobilizados 100 activistas e agentes comunitários de Saúde das organizações da sociedade civil.

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