Autoridades de Cacuaco negam responsabilidade pelas famílias na antiga cerâmica

A Administração Municipal de Cacuaco, em Luanda, demarca-se da responsabilidade pelas famílias residentes no bairro Garcia, na eventualidade de um desabamento dos escombros da antiga cerâmica e das duas chaminés. Em comunicado de imprensa divulgado pela Angop ontem, a Administração de Cacuaco refere que à volta dos escombros da antiga cerâmica, localizada na margem esquerda da estrada nº 100, no sentido Cacuaco/Kifangondo, foram cadastradas mais de 60 residências.

Segundo o comunicado, a Administração Municipal de Cacuaco, em 2017, ao tomar conhecimento do perigo de desabamento dos escombros da antiga cerâmica e das duas chaminés, negociou com os moradores residentes na área de risco sobre a necessidade de serem retirados e realojados em zona segura. A nota acrescenta ainda que, em 2018, a Administração renegociou com os moradores, tendo efectuado o levantamento de 63 famílias que deviam ser realojadas no Bairro Fortim, comuna da Funda, mas estes recusaram a oferta.

“Este ano, 2019, tendo-se registado o desabamento de parte dos escombros, a Administração convidou a Comissão de Moradores e demais munícipes para tratar do realojamento e mais uma vez estes negaram, exigindo como garantia casas no local de realojamento”, refere a nota. Não tendo havido consenso com a Comissão de Moradores, a Administração de Cacuaco demarca- se de toda responsabilidade caso se registe um eventual incidente, pelo facto de os habitantes insistirem em não sair do local, mesmo depois de ofertas e garantias de realojamento feitas pelo Governo Provincial de Luanda.

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