Chuva matou sete pessoas em Luanda

Sete pessoas morreram desde o início das chuvas em Luanda, até ao momento, segundo os dados apresentados por Faustino Minguês, porta-voz do SPCB, durante a última reunião técnica realizada no Governo Provincial da capital. Apesar disso, a sua instituição registou índice baixo em termos de vítimas mortais e residências inundadas, em relação ao ano anterior

O porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB) de Luanda, Faustino Minguês, falava à margem da reunião técnica que se realizou na Segunda-feira com o governador provincial, Sérgio Luther Rescova e os administradores municipais no GPL.

A reunião teve como objectivo fazer o balanço das acções e definir medidas da actuação preventiva para os meses de Março e Abril, assim como o trabalho de limpeza e desassoreamento das valas. Segundo Faustino Minguês, até ao momento as chuvas que caíram na cidade de Luanda vitimaram mortalmente sete pessoas.

Considera que houve redução comparativamente a igual período do ano passado. Este resultado deve-se ao trabalho que tem sido realizado a nível das comissões municipais do SPCB, com o objectivo de se evitar mais mortes.

As medidas de prevenção existentes serão intensificadas a nível das comunidades, em função das próximas chuvas, tendo em conta a previsão do INAMET. Haverá ainda reforço técnico a nível das comissões municipais no que diz respeito às acções de resposta, de modos a mitigar o impacto das quedas pluviais.

De acordo com o porta-voz do SPCB, as comissões municipais serão reforçadas com viaturas de sucção de água, motobombas, meios de limpeza e outros que sirvam para o desassoreamento de vias obstruídas, assim como meios complementares.

O reassentamento a nível de Luanda existe em projecto, mas tendo em conta o trabalho que tem sido realizado, até ao momento ainda não registaram a necessidade de efectuar.

“A equipa de bombeiros vai desalojar algumas famílias que vivem em zonas de risco e fará o seu reassentamento numa zona segura, mas gostaria de lembrar que este é um trabalho de todos, tendo em conta que ainda é visível algumas pessoas insistirem em permanecer nas zonas consideradas de risco”. Quanto aos meios técnicos explicou que o governador reconheceu que estão em falta e alguns em mau estado técnico.

Município do Cazenga conta com mais de 50 motobombas

Administrador do Cazenga, Albino da Conceição afirmou que actualmente o município conta com 56 motobombas, sendo 50 de média dimensão e seis de grande, e esperam receber mais duas de grande porte, dados os registos de inundações no seu município.

A dificuldade que enfrentou o referido município nas últimas chuvas que caíram sobre Luanda foi a falta de mangueiras para colocar as máquinas em funcionamento. É uma situação que está a ser ultrapassada. “Por agora, pretendemos recuperar algumas vias de modos a melhorar as vidas dos munícipes e não só, já temos máquinas na via, mas com a chuva não temos como intervir”, lamentou Albino da Conceição.

Por seu turno, André Soma, administrador de Viana, avançou que o ponto crítico na sua zona é o distrito urbano do Zango Zero, uma vez que a intervenção nesta área implica o concurso de vários ministérios. Explicou que no decorrer da reunião o governador orientou que a ELISAL reforce os trabalhos que estão a ser desenvolvidos pela Administração. Por isso, acredita que a situação das águas está sob controlo.

O gabinete provincial de Saúde foi orientado também a trabalhar nas imediações das bacias de retenção, de modo a evitar as enfermidades que podem surgir nestas áreas, como a malária e a febre tifoide.

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