Madem e PRS assinam coligação para parlamento e Governo após eleições na Guiné-Bissau

O Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) e o Partido de Renovação Social (PRS) assinaram na terça-feira um acordo de incidência parlamentar e governativa para a estabilidade da Guiné-Bissau.“Este acordo político é para estabilizar o país”, afirmou Alberto Nambeia, presidente do PRS, sublinhando que é preciso haver entendimento para o desenvolvimento do país.
Segundo Alberto Nambeia, que falava na sede do Madem, em Bissau, capital do país, onde o acordo foi assinado, é altura de todos os guineenses lutarem pela sua terra.
“A Guiné-Bissau não merece o que se passa hoje. A guerra entre nós não acaba com as greves, más estradas e saúde. Só assim conseguimos garantir tudo para os nossos filhos”, acrescentou.
O PRS, segunda maior força política da Guiné-Bissau, esteve no Governo durante a atual legislatura, depois de o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) ter ganhado as eleições de 2014 e ter formado um executivo inclusivo.
O Madem-G15, criado há oito meses por um grupo de dissidentes do PAIGC, concorreu pela primeira vez a eleições legislativas.
“Quero agradecer este espírito de humildade, maturidade política que o PRS acaba de ter, revela amor à pátria”, afirmou Braima Camará, líder do Madem.
Braima Camará agradeceu também ao PRS a “oportunidade” de terem uma “maioria clara” para estabilizar a Guiné-Bissau.
“O Madem e o PRS é que têm condições para ter uma maioria para salvar a pátria”, frisou.
O acordo assinado entre os dois partidos é de incidência parlamentar e governativa e o primeiro-ministro será designado pelo partido com maior representação parlamentar.
Na terça-feira, o PAIGC assinou também um acordo de incidência parlamentar com a Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau para garantir a maioria no parlamento.
Mais de 761 mil eleitores guineenses foram chamados às urnas no domingo para eleger o novo parlamento guineense entre os candidatos apresentados por 21 partidos políticos.
A Comissão Nacional de Eleições deverá divulgar os resultados provisórios do escrutínio hoje.

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