Tumulto envolve Polícia e cidadãos e resulta em morte

Uma mulher foi morta ontem supostamente por um efectivo da Polícia Nacional, na Avenida 21 de Janeiro, no bairro Rocha Pinto, em Luanda.

Tal facto originou um tumulto de cidadãos civis. Segundo informações preliminares, a vendedora ambulante foi baleada na via pública por volta das 16horas. O cidadão Agostinho Alfredo, que testemunhou o acto, declarou à Rádio Nacional de Angola que tudo começou quando uma equipa de efectivos da Polícia abordou as vendedeiras da pracinha situada nas imediações do Rocha Pinto.

Os polícias receberam os bens das senhoras, tendo uma delas, inconformada, seguido a viatura exigindo os seus pertences. “Um dos polícias apontou a sua arma ao rosto da mulher e efectuou um disparo. Ela caiu e morreu no momento”, frisou. Diante disso, a população revoltou-se e os polícias efectuaram vários disparos para o ar na vã tentativa de dispersar a população. Inconformada, a população encerrou parte da avenida, ateando fogo a alguns objectos, o que levou a Polícia Nacional a fazer deslocar um forte aparato para o local a fim de tentar controlar a situação.

O que foi bastante difícil e durava ainda às 21:00H de ontem. Em declarações à TV Zimbo, o intendente Mateus Rodrigues. porta-voz da Polícia, descreveu a situação como “hostil” e que era impossível prestar informações precisas sobre o que se estava a passar Para dispersar a população, os polícias usaram gás lacrimogénio, mas não foi um processo fácil. “Estão a ser usados os meios necessários e adequados para uma situação como esta. A intenção é repor a ordem e a tranquilidade públicas e os nossos efectivos estão no terreno a desenvolver todos os esforços necessários para que isso se torne realidade”, declarou.

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