Ainda há dinheiro

Oitenta e nove por cento das manifestações de interesse pelas unidades fabris que o Governo quer alienar na Zona Económica Especial são de angolanos ou de empresas de direito angolano.

Há capital por cá para investir, é o que diz esta realidade avançada por Valter Barros, presidente do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado. Assim sendo, das duas uma: ou os investidores estrangeiros não estão ainda seduzidos pela intensa diplomacia económica feita pelo Governo; ou há por Angola ainda dinheiro que precisa de ser investido e colocado a produzir, se calhar também pelos mecanismos da lei de repatriamento de capitais.

Se o empresariado estrangeiro está a olhar para Angola com desconfi ança, então pode-se dizer que a nossa crise vai continuar já a seguir, uma vez que Angola precisa desesperadamente de capital fresco. Por outro lado, o capital nacional está também refém das divisas, já que quase toda a matéria-prima e a maquinaria para as fábricas são importadas.

Sabendo-se que boa parte das fábricas está inactiva, o Estado precisa de quem as adquira, ainda que vendendo barato, e as ponha a funcionar, criando empregos. Então, os angolanos que têm dinheiro que se cheguem à frente e o Estado que lhes facilite as operações cambiais, senão, no dia seguinte fecha tudo outra vez.

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