Mais de 200 mil cidadãos vão beneficiar do Plano de Promoção da Empregabilidade

O referido plano, a ser implementado num período de três anos, tem como público-alvo jovens desempregados, cidadãos empreendedores que pretendem criar o seu próprio negócio, pessoas que carecem de aprimoramento e capacitação técnica

Duzentos e 50 mil cidadãos vão beneficiar do Plano Nacional de Acção para a Promoção da Empregabilidade, a nível de todo o país, revelou, ontem, o ministro da Administração Publica, Trabalho e Segurança Social, Jesus Faria Maiato. Segundo o governante, o referido plano, já aprovado pela Comissão Económica do Conselho de Ministros, assume-se como um instrumento de gestão operacional para a implementação dos objectivos constantes no Plano de Desenvolvimento Nacional 2019-2022.

O programa, dentre outros propósitos, visa o reforço da capacidade do Sistema Nacional de Formação Profissional, a promoção da empregabilidade, a formação de jovens empreendedores nos domínios técnico-profissional e de gestão de pequenos negócios, o fomento do cooperativismo e o associativismo juvenil e a valorização das profissões e ocupações uteis à sociedade. Jesus Faria Maiato, que falava na abertura do ciclo formativo nacional, fez saber que o referido plano, a ser implementado num período de três anos, tem como público-alvo jovens desempregados, cidadãos empreendedores que pretendem criar o seu próprio negócio, pessoas que carecem de aprimoramento técnico e capacitação no domínio de pequenos negócios entre outras pessoas.

Assim sendo, para a sua concretização, disse que estão consagradas acções de capacitação e aperfeiçoamento profissional nos domínios de empreendedorismo e gestão de negócios, a atribuição de micro-crédito e kit´s profissionais para a promoção do auto emprego, reconversão de pequenas actividades, certificação profissional, bem como a implementação do programa de estágios profissionais. Relativamente ao sistema nacional de formação profissional, o governante fez saber que o ciclo formativo 2019 conta com 772 unidades formativas que vão formar cerca de 60 mil jovens em todo o país.

E, no âmbito da implementação do Plano de Acção para a Empregabilidade, pretende-se aumentar a oferta formativa e a melhoria da qualidade da formação profissional através da construção, reabilitação e reequipamento de centros de formação. “Consta ainda no mesmo plano o recrutamento de formadores na base de critérios de competência técnica e pedagógica, o ajustamento dos cursos e dos perfis de saída dos formandos, bem como a intensificação da auditoria interna para aferir a qualidade e a competência técnica dos formadores”, frisou.

Sistema de formação profissional constitui pilar importante

Por seu lado, o coordenador adjunto da unidade técnica do Plano Nacional de Formação de Quadros da Presidência da Republica, Gildo Matias, explicou que o sistema nacional de formação profissional constitui um pilar fundamental, por permitir a geração de emprego e auto emprego por via da mão-de-obra técnica que, todos os anos, é formada nas mais diversas áreas do saber, desde a carpintaria, informática, serrilharia e outras profissões de interesse ao desenvolvimento do país. Segundo o académico, a base de quadros que o país dispõe actualmente provém da formação técnica profissional. E por esse motivo, frisou, o Executivo tem investido e olhado com relevância para o sistema nacional de formação profissional que, todos os anos, forma centenas de jovens em todo o país. “É esse subsistema de formação que alimenta as pequenas e médias empresas nos mais diversos sectores, desde a construção, electricidade e outras áreas. São sectores que geram emprego e por isso o Governo olha para o sistema de formação profissional com muita atenção”, apontou.