Comunidade internacional condena ataques e envia condolências à Nova Zelândia

A comunidade internacional, incluindo a UE, a NATO e vários países, condenou hoje os ataques a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia que provocaram pelo menos 49 mortos expressando as suas condolências.“Foi com horror e profunda tristeza que soube do ataque terrorista à comunidade muçulmana em Christchurch, na Nova Zelândia”, afirma em comunicado o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.
O líder do executivo comunitário endereça as “mais sinceras condolências aos entes queridos das vítimas e à comunidade como um todo”.
Também a UE disse, através de um comunicado da Alta Representante para a Política Externa, estar “de luto”.
“Estaremos sempre ao vosso lado contra aqueles que […] querem destruir as nossas sociedades e o nosso modo de vida”, refere Federica Mogherini, dirigindo-se ao povo neozelandês.
Por seu turno, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, expressou o seu apoio ao “amigo e parceiro, Nova Zelândia” na defesa das “sociedades abertas e valores compartilhados”.
Ao longo do dia, vários países condenaram o ataque e expressaram as suas condolências.
“Em nome do Reino Unido, as minhas mais profundas condolências aos neozelandeses após o terrível ataque terrorista em Christchurch. Os meus pensamentos estão com todos aqueles que foram afetados por este ato de violência”, referiu a primeira-ministra britânica, Theresa May, num ‘tweet’.
Também a Rainha Isabel II já reagiu e afirmou estar “profundamente entristecida com o terrível ataque” na Nova Zelândia, país de que é chefe de Estado, enviando as suas condolências “às famílias e amigos das pessoas que morreram”.
“Neste momento trágico, os meus pensamentos e orações estão com todos os neozelandeses”, frisou a Rainha.
Portugal também já endereçou as condolências à Nova Zelândia pela morte de pelo menos 49 pessoas nos ataques.
“Já tive oportunidade de enviar ao senhor governador geral da Nova Zelândia as minhas condolências em nome do povo português, testemunhando a solidariedade perante aquilo que foi um ataque gravíssimo ao estado de direito democrático”, afirmou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Em Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sanchéz manifestou “comoção” pelos terríveis ataques de Christchurch.
“Todos os nossos pensamentos estão com as vítimas dos crimes hediondos contra as mesquitas de Christchurch na Nova Zelândia e para os seus entes queridos. A França opõe-se a qualquer forma de extremismo e atua com os seus parceiros contra o terrorismo em todo o mundo”, reagiu o Presidente francês, Emmanuel Macron, na sua conta da rede social Twitter.
Também a chanceler alemã, Angela Merkel, partilhou “o luto dos neozelandeses pelos seus cidadãos atacados e mortos pelo ódio racista enquanto rezavam pacificamente” nas mesquitas.
Na Turquia, o Presidente, Recepe Tayyip Erdogan, condenou “firmemente” os ataques “terroristas” cometidos contra as duas mesquitas.
“Eu condeno firmemente o atentado terrorista cometido contra muçulmanos que estavam a rezar na Nova Zelândia e amaldiçoo aqueles que o cometeram”, disse o chefe de Estado turco através de um comunicado.
O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, também condenou o ataque, alertando para os perigos da islamofobia.
Numa mensagem difundida através do Twitter, Imran Khan disse que “o terrorismo não tem religião”.
“Condeno estes ataques terroristas, no contexto da islamofobia que surgiu depois do 11 de setembro (2001)”, acrescentou o chefe do governo paquistanês.
Num telegrama enviado para a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, segundo o serviço de imprensa do Kremlin, o Presidente russo, Vladimir Putin, espera que “todos os envolvidos neste crime sejam devidamente punidos”.
“Um ataque contra pessoas pacíficas reunidas para orar choca pela sua crueldade e cinismo”, acrescentou Putin.
Na Noruega, a primeira-ministra, Erna Solberg, apelou à luta contra “todas as formas de extremismo”, que lembra o ataque em 2011 do extremista de direita norueguês Anders Behring Breivik.
A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Margot Wallstrom, disse estar “chocada com o ataque em Christchurch”, condenando “o terrorismo em todas as formas”.
Também Anders Samuelsen, responsável da diplomacia dinamarquesa, salientou que “o extremismo voltou a mostrar sua face feia”.
Na Indonésia, o Presidente Joko Widodo condenou “veementemente tais atos violentos”.
“O Governo da Indonésia e eu transmitimos as nossas sinceras condolências às vítimas”, acrescentou.
Também o primeiro-ministro da Malásia, Mahatir Mohamad, transmitiu as suas condolências garantindo que o Governo “fará o possível” para que “os malaios estejam seguros”.
O principal porta-voz do governo do Japão endereçou as suas condolências às vítimas dos ataques expressando o apoio do Japão à Nova Zelândia.
Vários países do Golfo Pérsico como Barém, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos expressaram as suas condolências.
Anwar Gargash, ministro de Estado para os Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos, expressou através do Twitter “sinceras condolências” à Nova Zelândia.
“O nosso trabalho coletivo contra a violência e o ódio deve continuar com vigor renovado. Os nossos pensamentos e orações estão com as famílias das vítimas”, acrescentou.
Por seu turno, o primeiro-ministro do Dubai, Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum, endereçou as suas condolências referindo que “num dia de paz como sexta-feira e num local de culto como a mesquita”, testemunhou-se “o mais hediondo crime de ódio religioso”.
Pelo menos 49 pessoas morreram hoje no ataque a duas mesquitas em Chirstchurch, na Nova Zelândia, disse o comissário Mike Bush da polícia neozelandesa, acrescentando que um suspeito vai ser presente a tribunal.
Os ataques tiveram início às 13:40 (00:40 em Lisboa) nas mesquitas de Al Noor, em Hagley Park, e de Linwood Masjid.
Um homem que se identificou como Brenton Tarrant, de 28 anos, nascido na Austrália, reivindicou a responsabilidade pelos disparos e transmitiu em direto na Internet o momento do ataque.
Brenton Tarrant deixou um manifesto anti-imigrantes de 74 páginas, no qual procurou justificar as ações.