Editorial: Capital humano da justiça

Angola vai ter quarenta e cinco tribunais de comarca até ao fim deste ano, segundo o juiz presidente do Tribunal Supremo, Rui Ferreira. Aplausos para a novidade, para a medida, para a iniciativa que, de resto, vem sendo anunciada há algum tempo. Portanto, a reforma da justiça em Angola, pelo menos em termos da criação de condições para a sua operação, está a ser bem continuada por este Governo. Mas, depois há questões muito importantes para olhar e tanto mais importantes quanto melhor percebemos o quão fundamental é a boa administração da justiça para a dignidade e felicidade de um povo: o capital humano. Se olharmos para a juventude que ingressa na justiça (tribunais, advogados, procuradores, etc.) e pensarmos nas escolas que os formam, bem, há que trabalhar para que as paredes não sejam a única coisa de valor.