Equador anuncia saída da Unasul

O Presidente do Equador, Lenín Moreno, anunciou nesta Quarta-feira a decisão de retirar o seu país da Unasul e pedir a devolução do prédio que abriga a secretaria-geral do organismo, nos arredores de Quito

‘Hoje quero comunicar ao Equador a nossa saída definitiva da Unasul”, disse Moreno em rede nacional de rádio e TV, acrescentando que planeia entregar a sede do bloco regional à Universidade Indígena. Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Paraguai suspenderam em 2018 as suas actividades na União das Nações Sul-Americanas (Unasul) diante da ausência de um secretário-geral.

Com a saída do Equador, o bloco inicialmente integrado por 12 nações fica reduzido a cinco. “Deixaremos de participar em todas as actividades desta organização. Não consignaremos um centavo a mais, nem qualquer verba para o orçamento desta organização”, afirmou Moreno. Sobre a sede da Unasul, um prédio de 43 milhões de dólares, Moreno declarou que “como legítimos donos também pedimos a devolução do edifício sede”.

“A Unasul entrou num caminho sem retorno há um ano. Metade dos membros não participa e nem contribui. A secretaria-geral não tem titular há mais de dois anos e o pessoal foi reduzido sensivelmente”, recordou Moreno. O grupo, criado por iniciativa do finado Presidente venezuelano, Hugo Chávez, se viu afectado por uma forte divisão política entre os seus membros.