M de família

Estou a fazer uma pequena batota, aviso já. O M entra na palavra família no meio, não no início, mas entra na palavra. Pronto, isto é o que conta para o que pretendo. O mês de Março, consagrado à mulher, bem que pode ser também consagrado a família, é nele que se celebra o Dia da Mulher e do Pai. Bem, para a família teria de ser o Dia da Mãe também, que vem apenas em Maio, mas não há Março Mulher em que não se refira o papel de mãe assumido pelas mulheres, muitas vezes no sentido mais lato e numa realidade que conhecemos, sendo “mãe” até do próprio homem-companheiro, marido, ao prover-lhe sustento e dedicando- lhe paciência. De facto, se a coisa não anda bem para os homens, com o desemprego galopante e o custo de vida a escalar montanhas, o consolo chama-se mulher, que dá ombro, colo, suporte e muitas vezes, como disse, sustento. Portanto, o mês de Março deveria ser celebrado nesta perspectiva, do homem e da mulher, da família. Mas não faz mal, assim, a sociedade volta a olhar para a mulher como deve ser no Dia da Mãe e para família em Dezembro. Temos um ano inteiro para olharmos e pensarmos na pessoa como ser integrado numa família, para pensarmos com amor, este amor que hoje será pronunciado por todos, em viva voz ou em silêncio, num “feliz Dia do Pai”.

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