O “hábito” de sofrer do futebol angolano

A derrota e consequente afastamento do Petro de Luanda, da Taça Nelson Mandela, no último Domingo, expôs mais uma vez as fragilidades do futebol nacional e a falta de experiência em competições internacionais

O último final de semana não foi nada bom para o futebol angolano nas competições africanas. E não é nada de “anormal”, pois são factos que se vão repetindo ao longo dos tempos. A eliminação do Petro de Luanda, pelo Gor Mahia do Quénia, era, para muitos, uma morte anunciada. Na meia-final disputada no Estádio da Cidadela, frente ao Mamelodi Sandowns da África do Sul, o Petro de Luanda desperdiçou a soberba oportunidade que teve para disputar a final da Liga do Campeões Africanos.

Em 2001, Zico falhou uma grande oportunidade de inscrever o seu nome e da sua então equipa nos anais da história do futebol em África. Anos antes, o 1º de Agosto, na Taça CAF, agora Nelson Mandela, também desperdiçou a oportunidade de erguer o trofeu, na Cidade. Em 1997, Assis, então camisola 8 da formação militar, desperdiçara a oportunidade de transformar uma grande penalidade em golo, o que daria vantagem ao seu conjunto e, consequentemente, o título de campeão. Em 2004, a selecção Nacional Olímpica em Futebol falhou o apuramento aos Jogos Olímpicos daquele ano.

Apesar de ter mercado golos no confronto frente a Marrocos, por intermédio de Mendonça (invalidado), os “palanquinhas” foram ultrapassados na corrida pela Nigéria, que logrou a participação na maior cimeira do desporto mundial. A única vez em que o futebol angolano se viu obrigado a vencer para estar presente numa competição e fê-lo aquando do apuramento para o mundial da Alemanha, tendo vencido o Ruanda, em Kigali, em pleno Estádio de Hamaoro. Esta semana, o futebol Angola estará mais uma vez em exame. Os Palancas Negras defrontam o Botswana, na jornada decisiva para o apuramento ao CAN do Egipto. Será mais uma desilusão? É o hábito de sofrer até ao final!

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