Alemanha quer apoiar o desenvolvimento da indústria digital em Angola

O vice-embaixador da Alemanha, Marco Mattheis, garantiu que a tecnologia alemã pode contribuir para o desenvolvimento da economia digital em Angola, aumentando a capacidade produtiva do país

Segundo o diplomata que falou ontem em entrevista à imprensa no final do workshop sobre a “Transformação Digital em Angola-Indústria 4.0”, disse que a Alemanha vai estudar a possibilidade de uma linha de crédito. Entretanto, avançou que a empresa alemã Siemens tem vários projectos com as instituições académicas, realçando o desenvolvimento de manuais sobre a energia renovável um requisito para desenvolver o sector da digitalização. Marcos Mattheis disse ainda que a tecnologia alemã poderá contribuir nas diversas áreas,nomeadamenta das energias renováveis, a indústria de óleo e gás e também no sector da mo-bilidade.

“Portanto, são diversas áreas em que Angola pode disfrutar da tecnologia alemã”, ressaltou. Por sua vez, o director da Siemens em Angola, Sérgio Filipe, considerou ser uma oportunidade excepcional contribuir para o desenvolvimento e diversificação da economia angolana. Referiu que os primeiros passos em Angola da tecnologia digital são evidentes na indústria petrolífera. Garantiu que a Siemens está empenhada em dar continuidade ao processo de formação e na transparência de competências para o capital humano nacional. “Angola e as empresas angolanas podem tornar-se mais competitivas e melhor preparadas para actuar no mercado internacional”, disse. Sublinhou também que a Siemens tem estado a apostar na transferência de competências para estudantes através da celebração de protocolos com diversas instituições de ensino.

Em parceria com o ISPETEC, por exemplo, a Siemens inaugurou um laboratório de automatização naquele estabelecimento de ensino, promovendo o concurso Matuta Júnior, que visa fomentar o estudo das disciplinas de física e a matemática Avançou que a empresa presta serviços em diversos sectores da actividade, como na indústria alimentar, energias no âmbito da transmissão e distribuição e também na indústria de bebidas. Por seu turno, o director-geral do ISPTEC, Euclides Luís, disse que as instituições de ensino superior têm um papel essencial no desenvolvimento de soluções tecnológicas, através de projectos científicos, na formação de quadros orientados para maximizar a implementação e as vantagens da indústria 4.0 e no auxílio ao Estado angolano na estruturação do seu mosaico de integração tecnológica, reflectindo os benefícios em áreas como a agricultura, saúde, educação, energia, indústria e ciber-segurança. O Workshop sobre a “Transformação Digital em Angola Indústria 4.0”, foi realizado pelo Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC) em parceria com a A Siemens . O encontro teve lugar ontem, nas instalações do ISPTEC e juntou entidades empresariais e a comunidade académica .

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