Governo “desenha” plano de urbanização para cidades afectadas pelas chuvas em Benguela

O vice-presidente da República, Bornito de Sousa, visitou o bairro da Tatá, no município da Catumbela, o mais afectado, reafirmou a mensagem do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, e confortou os sinistrados

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

O vice-presidente, que efectua uma visita de 48 horas à província de Benguela, foi ver de perto os estragos e perceber o drama vivido por centenas de pessoas naquela circunscrição territorial, daí que fosse o primeiro ponto da sua visita tão logo chegou a uma província que vem sendo fustigada pelas chuvas, que já causaram, pelo menos, segundo dados oficiais, 16 mortos.

Dirigindo-se às vítimas que se juntaram na missão de Santo António para ouvi-lo, Bornito de Sousa disse que o Governo está a ensaiar a melhor fórmula para resolver o problema, com base num programa de urbanização que já foi desenhado e compreende “um conjunto de medidas anunciadas pelo senhor ministro da Construção, que esteve aqui”, por um lado. Por outro, a organização das urbanizações e da comparticipação das próprias comunidades através do estrito cumprimento das regras quando se erguerem moradias. “Nós temos que respeitar a natureza. Quando estamos numa linha de água, por exemplo, pode não chover hoje, pode não chover amanhã, qualquer dia vai acontecer.

Então temos que respeitar”, exortou. Uma vez respeitada a orientação das autoridades para se evitar construir em zonas de risco, segundo Bornito de Sousa, estar- se-ia a acautelar determinadas situações fatais, como as que ocorreram no Sábado passado nas cidades de Benguela e da Catumbela. O governante confortou as vítimas e explicou-lhes que o Presidente da República está solidário com elas. Por essa razão, enviou a Benguela titulares de vários departamentos ministeriais, como os da Construção, Acção Social, entre outros, para se procurar as melhores vias de resolver. “O senhor Presidente está a acompanhar esta situação”, informou.

Cidadãos ao relento na Catumbela

O cidadão Salomão Cipriano, um dos sinistrados, lamenta a situação a que estão votadas muitas das famílias que viram parte dos haveres destruídos pela avalanche de água e diz que a administração local ainda não criou as condições de alojamento. Cipriano espera que a promessa de loteamento de terreno se cumpra, de maneira a que possam erguer as suas residências em zonas mais seguras. “É bem-vinda essa ideia de nos darem terreno”, disse, depois de ter conversado com o vice- presidente, a quem transmitiu parte do drama vivido no Sábado, 16. A agenda do vice-presidente da República, Bornito de Sousa, reserva visitas a vários empreendimentos ligados ao sector pesqueiro, numa altura em que empresas deste sector são acusadas de, sistematicamente, atropelaram a legislação marítima, ao capturarem fora dos limites impostos.

MPLA consternado com mortes

Em nota enviada a OPAÍS, o Secretariado do Bureau Político do MPLA diz que foi com profunda dor e consternação que tomou conhecimento do falecimento de 16 cidadãos e o ferimento de dezenas de outros, ocorridos na província de Benguela, na sequência das fortes chuvas que caíram Sábado, dia 16 de Março de 2019, nos municípios de Benguela, da Catumbela e do Lobito. O Secretariado do Bureau Político exorta todos os departamentos ministeriais, os governos provinciais e a sociedade civil, no geral, no sentido de apoiarem as vítimas dessas calamidades e a desencadearem acções que visem minorar as dificuldades das comunidades atingidas. Neste momento de dor e de luto, o Secretariado do Bureau Político do MPLA inclina-se perante a memória desses inditosos cidadãos e, em nome dos “militantes, simpatizantes e amigos do Partido”, endereça às famílias enlutadas e ao Governo da província de Benguela as suas mais sentidas condolências, augurando a rápida recuperação dos feridos, para o seu regresso à vida normal.

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