“Operação Transparência” chega ao mar

O comissário António Bernardo anunciou ontem, em Luanda, que se vai lançar no dia 25 deste mês a “Operação Transparência no mar”, com o objectivo de repor a ordem e a tranquilidade ao longo da orla marítima angolana

Ele, que é o porta-voz desta operação, em declarações à imprensa no final de uma reunião realizada pelas autoridades de se- O comissário António Bernardo anunciou ontem, em Luanda, que se vai lançar no dia 25 deste mês a “Operação Transparência no mar”, com o objectivo de repor a ordem e a tranquilidade ao longo da orla marítima angolana segurança, informou que a decisão resultou de uma análise feita em função dos incidentes que se têm registado na zona marítima angolana. Estes incidentes resultam de situações de ordem política e económica de alguns países que constituem o Golfo da Guiné e têm incidido negativamente na costa angolana, ameaçando os interesses económicos e a segurança nacional.

Esta operação vai durar 180 dias, e a sua continuidade dependerá de uma avaliação a ser feita a 25 de Setembro deste ano. A mesma incidirá sobre as regiões de Cabinda, Soyo e Nzeto, compreendendo a zona A, no Norte, enquanto na zona B vai abranger Luanda, Cabo Ledo e o Porto Amboim. Na zona, vai atingir o Porto Amboim, o Lobito, a Baía Farta, e a Lucira. Na zona D, parte da Lucira, passando por Moçâmedes, Tômbwa até à Baia dos Tigres. Esta operação, segundo a fonte, contará com todos os órgãos de defesa e segurança, tendo em conta a especificidade de cada órgão, e inclui ainda o Instituto Marítimo Portuário de Angola, o Serviço Nacional de Fiscalização de Pesca e de Aquicultura e também o Serviço Nacional de Fiscalização Ambiental.

Crimes comuns via marítima

Relativamente aos crimes que mais se têm registado na costa angolana, António Bernardo informou que Angola tem sido um roteiro de tráfico de drogas, acrescentando que pela via marítima se vêm cometendo crimes de tráfico de seres humanos. Disse haver uma incidência muito grande de transbordo de combustível em grande escala no mar, que sai do país de forma ilícita. Apontou igualmente haver um conjunto de inconformidades com alguns operadores marítimos, decorrente da forma como identificam as suas embarcações no dia-a-dia, “como licenciam e como mudam de proprietário”. Enalteceu o esforço desenvolvido pela Polícia de Guarda Fronteira e a Polícia Fiscal contra cidadãos nacionais e estrangeiros que também têm, por essa via, tentado expatriar grandes quantidades de moeda internacional de que o país muito necessita. Para se contornar a situação, o comissário António Bernardo exortou a sociedade a denunciar casos que têm a ver com a violação marítima, para que a economia nacional e a integridade territorial sejam defendidas.

Chamada de atenção à comunidade internacional

O porta-voz da Operação Transparência aproveitou a ocasião para advertir a comunidade nacional e internacional que “ninguém deve estar distraído ou depois reclamar da acção justa e soberana do Estado angolano”. Alertou que, quem ainda estiver a desenvolver práticas de natureza criminosa deve terminá- las, realçando que as autoridades angolanas serão “determinantes e implacáveis em levar às barras da justiça” todos aqueles que continuarem a ter Angola como o “corpo inerte onde cada um pode tirar o seu pedaço. Nós não vamos continuar a permitir ”, declarou.

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