Theresa May culpa deputados por crise do Brexit

“Não me culpem pela crise do Brexit … a culpa é dos deputados.”, foi a mensagem da primeira-ministra britânica, Theresa May, num comunicado de Downing Street após um dia de mais drama político.
“Até agora, o Parlamento fez todo o possível para evitar uma escolha. Moção após moção e emenda após emenda foram apresentadas sem que o Parlamento decidisse o que quer. Todos os deputados têm estado dispostos a dizer o que não querem,” afirmou Theresa May.

Quando faltavam apenas nove dias para a data inicialmente acordada para a saída da Grã-Bretanha da União Europeia, May informou o Parlamento britânico que tinha solicitado um adiamento de três meses do Brexit e que ia apresentar, de novo, a votação, o acordo já rejeitado por duas vezes. E pareceu sugerir que preferiria afastar-se a ter de implementar um adiamento maior.
“O Governo pretende apresentar propostas para uma terceira votação significativa. Se forem aprovadas, a prorrogação dará à Câmara tempo para ponderar a lei do acordo de saída. Se não o Parlamento terá que decidir como proceder, mas, como primeira-ministra, eu não estou preparada para adiar o Brexit além de 30 de junho,” esclareceu Theresa May.
Ao recusar-se a esclarecer o significado das suas palavras, May foi atacada por todos os lados da Câmara dos Comuns, incluindo, claro, a oposição.
“Eles ficaram sem tempo, ficaram sem ideias. As pessoas, senhor presidente, em todo o país, estão ansiosas e frustradas com a total incapacidade deste Governo para encontrar um caminho para sair desta crise,” declarou o líder do Partido Trabalhista, e principal partido da oposição, Jeremy Corbyn
Entretanto, o Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, elevou a fasquia e colocou condições ao pedido de extensão de May.
“Acredito que uma pequena extensão será possível. Mas isso dependeria de uma votação positiva sobre o acordo de retirada na Câmara dos Comuns. A questão permanece em aberto quanto à duração de tal extensão,” afimrou Donald Tusk.
Theresa May deve dirigir-se aos líderes da União Europeia em Bruxelas antes de estes deliberarem, sem ela, sobre a resposta.
Mas em casa, depois de enquadrar a crise sobre o Brexit como uma batalha entre o povo e o parlamento, deputados de todos os campos estão enfurecidos.

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