Apoio condiciona construção de navios na Baía farta

As maiores empresas do ramo pesqueiro na Baía Farta (Benguela) apelaram nesta Quarta-feira ao apoio do Estado para investir na edificação de um estaleiro para a construção e reparação de embarcações industriais, semi-industriais e o melhoramento do sistema de processamento do pescado. A inquietação foi expressa ao vice-presidente da República, Bornito de Sousa, nas visitas que efectuou as pescarias adstritas aos grupos “Vimar & Filhos”, “Alfa Fishing” e “Socipescas”, no quadro da missão de trabalho de 48 horas, à província de Benguela.

O grupo “Vimar & Filhos”, com cerca de 600 trabalhadores e investimentos de cerca de 65 milhões de dólares, tem capacidade de captura de 16 mil toneladas por ano, 450 toneladas de congelação e duas mil toneladas de conservação. Segundo informações cedidas, o grupo “Alfa Fishing”, com investimento de cerca de 12 milhões de dólares e 240 funcionários, conta instalar um novo sistema de processamento de pescado, avaliado em um milhão 500 mil, cujo equipamento já se encontra no Porto de Luanda.

O grupo “Socipesca” quer aplicar dois milhões de dólares na aquisição de um barco e criar 40 novos postos de trabalho. Os proprietários queixam-se dos custos elevados dos combustíveis, escassez de divisas para aquisição de peças sobressalentes, ausência de créditos com taxas de juros bonificadas. O vice-presidente não prestou declarações à imprensa nas três instituições, que já beneficiaram do programa de financiamentos do governo “Angola Investe”. Bornito de Sousa esteve igualmente na centralidade da Baía Farta, erguida numa área de 96,79 hectares, onde apenas 270 casas, das mil estão já ocupadas.

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