Chuva divide mulenvos em ilhas

A administração municipal de Viana garante que já existem motobombas para fazer a sucção das águas, mas a grande dificuldade, neste momento, prende-se com o local onde posteriormente será posto o líquido já que as valas e as bacias da zona encontram-se cheias

A chuva que caiu sobre Luanda, na tarde de Terça-feira, deixou os moradores dos Mulenvos de Cima sitiados, sem alternativas de saída, situação que os preocupa devido ao perigo de afogamentos. Depois das enxurradas, muitos moradores daquela zona, pertencente ao município de Viana, não conseguem se locomover, devido ao grande volume de água que inunda as residências, ruas, escolas e outros espaços. O administrador adjunto de Viana para Área Técnica, Fernando Bin, disse, em entrevista ao OPAÍS, que já existem motobombas para a sucção das águas, mas a grande dificuldade, neste momento, prende-se com o local onde posteriormente será posto o líquido. A maior parte das residências naquela zona foram construídas em cima de linhas de água e isso faz com que, sempre que chove, a circunscrição fica completamente interditada.

“A solução para a zona será esperar que os níveis de água baixem. Temos as motobombas e o pessoal para fazer a sucção das águas, mas não temos um espaço para mandar as águas. Está complicado. Mas as equipas estão no terreno e continuam a fazer estudos de formas a se encontrar uma solução para aquela população”, referiu. Ainda no município de Viana, Fernando Bins fez saber que as equipas técnicas estão a trabalhar com vista a retirar as águas que inundaram a subestação da Vila Pacifica que ficou novamente submersa em consequência da forte chuva de Terça-feira. O administrador explicou que as equipas técnicas e da ENDE estão a fazer tudo para que as águas, naquele concentrado habitacional, sejam retiradas o mais rápido possível por perigar a vida dos moradores. “O nosso receio é que a água possa causar electrocução e isso afectar os moradores. Será uma tragédia enorme.

Por isso, estamos a fazer tudo para resolver esse problema com a maior brevidade possível”, atestou. Trabalho igual, de sucção de águas, decorre na rua da Suave, Kimbangu, na Escola 11 de Novembro e em Viana II. Todos esses pontos, notou, ficaram completamente inundados e intransitáveis depois da chuva que causou danos humanos e materiais no município. Entre as zonas também afectadas pela chuva, segundo o balanço dos Bombeiros, estão os Zangos, KM9 e KM12A, e o transbordo das bacias de retenção do Tio-Kimbundo, Mabululo, BCA e Tunga Ngô. A capital angolana, com aproximadamente oito milhões de habitantes, conta com os municípios de Luanda, Cazenga, Viana, Quiçama, Talatona, Belas, Icolo e Bengo, Cacuaco e Kilamba Kiaxi.

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