Missão humanitária angolana a caminho de Moçambique

Uma missão humanitária composta por cerca de 100 profissionais da saúde, entre civis e efectivos das FAA, partiu hoje para Moçambique onde vai participar nas missões de assistência médica e medicamentosa às vítimas do ciclone IDAI.
O ministra da Saúde, Silvia Lutucuta chefia a missão humanitária que tem como destino província da Beira a mais fustigada pelo ciclone. “Vamos cumprir um dever humanitário importante em moçambique”, deu aconhecer a ministra Lutucuta à imprensa na Base da Força Aérea, em Luanda.
A governante disse tratar-se de uma missão multidisciplinar que leva consigo medicamentos e material gastável e “especialistas com experiência”. Também o ministro da Defesa, general Salviano Cerqueira “Kianda,descreveu a missã como sendo de “ solidariedade e assistência às populações afectadas para contribuir e apoiar as várias iniciativas de apoio logísticos para os que dela necessitam” . A equipa terá  30 dias de estadia em Moçambique .
No terreno, segundo os balanços provisórios divulgados pelos governos de Moçambique, Zimbawe e Malawi, o número total de mortos na sequência do ciclone Idai é, actualmente, de 437,.
De acordo com números divulgados também na quinta-feira, em Genebra, pelo Programa Mundial Alimentar (PAM) das Nações Unidas, a passagem do ciclone Idai por estes países atingiu pelo menos 2,8 milhões de pessoas.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, decretou o estado de emergência nacional na terça-feira e disse que 350 mil pessoas “estão em situação de risco”.
Moçambique cumpre hoje o terceiro e último dia de luto nacional.
No Zimbábue foram anunciados dois dias de luto nacional, com início no sábado.
O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira na noite de 14 de Março, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.