Petróleo atinge USD 68 e atinge planificação do OGE

A valorização do petróleo no mercado fez com que a matéria-prima tocasse os 68 dólares, valor fixado no orçamento Geral do Estado para o ano corrente

Está a ser lento, mas cortes feitos pelos países produtores de petróleo parece começarem a dar os resultados esperados pelos seus membros, incluindo Angola. É que o barril de petróleo do tipo Brent já está a ser comercializado por 68,50 dólares, desde o passado dia 20 do mês em curso. O valor é o fixado pelo Executivo angolano como referência no Orçamento Geral do Estado, configurando assim uma boa notícia para Angola, isso apesar de os seus efeitos não serem imediatos.

Nas expectativas para este ano e após os cortes feitos pelos membros da OPEP, é que o barril atinja, de forma paulatina, os 90 dólares. Agências especializadas em petróleo admitem que o “ouro negro” pode vir a ser vendido a este valor, no entanto, acautelam que levará algum tempo. Antes da decisão de corte, em Janeiro, o barril de crude estava a ser comercializado por 59 dólares, estando agora a ser vendido por 68 dólares e 50 cêntimos, com ganhos de nove dólares.

Todavia, economistas aconselham a revisão do OGE com o preço do barril de petróleo em baixa, mesmo que ele esteja a ser comercializado num valor superior. Os especialistas defendem que o exercício permitiria criar reservas para serem aplicadas em outros sectores da economia, com vista a sua dinamização. Na reunião de Dezembro, a OPEP e alguns outros grandes produtores, incluindo a Rússia, prometeram cortar a produção em 1,2 milhão de barris por dia. Nesta senda, Angola cortou, na sua produção, mais de 29 mil barris de petróleo por dia. A matéria- prima representa mais de 90% das exportações do país.

A produção dos Estados Unidos não sofre alteração, assim como as suas reservas. Em Dezembro, por exemplo, estimava-se uma reserva de 441,4 milhões de barris, 8% acima da média de cinco anos. Instabilidade na Venezuela, um dos grandes produtores da América Latina e do Mundo, bem como o mau clima que se registou na Europa podem também contribuir para a subida do preço do barril de petróleo no mercado internacional. De acordo com a Euronews, actualmente, quase metade da produção de crude da Venezuela está sem comprador. O que resta quase não gera receita porque faz parte do pagamento da dívida contraída a países como a Rússia ou China.