Ajuda de Angola previne epidemias em moçambique

As 26 toneladas de bens alimentares e medicamentos doados por Angola à República de Moçambique servirão para ajudar a prevenir epidemias, afirmou, sexta-feira, na cidade da Beira, a ministra moçambicana da saúde, Nazira Abdula

A governante falava à imprensa momentos após a entrega dos bens e apresentação de equipas médica e militar de Angola. “A ajuda de Angola vem num momento oportuno, por vir acompanhada de equipas médicas que deverão integrar as nossas. Nós temos de estar atentos para evitar epidemias, como a malária e as diarreias”, disse.

De acordo com a ministra, a equipa angolana de especialistas em emergências médicas será fundamental para o plano de acção de contenção de epidemias gizado pelo Ministério da Saúde moçambicano. Por sua vez, a ministra angolana da Saúde, Sílvia Lutucuta, manifestou a sua consternação pela calamidade natural que assolou Moçambique.

“Esta abordagem inicial é apenas um diagnóstico, depois de feito, nós vamos então definir a nossa estratégia de actuação para Moçambique”, afirmou. A cidade da Beira, em Moçambique, foi a mais afectada pela passagem do ciclone tropical Idai, no dia 14 do mês em curso, com ventos de mais de 170 quilómetros por hora, o que causou, até ao momento, mais de 400 mortos e deixou 89 mil e 177 pessoas sem abrigo.

A delegação humanitária e de solidariedade chefiada pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, deslocou-se, nesta Sexta-feira, 22, para Moçambique, com o objectivo de apoiar as autoridades locais nas várias iniciativas de resgate e apoio logístico às populações afectadas pelo ciclone Idai.

A delegação, que prevê estar em território moçambicano por um período de 30 dias, foi criada pelo Presidente da República, João Lourenço, com o fim de prestar assistência técnica e medicamentosa nos vários domínios da saúde junto das populações afectadas pelo ciclone. Falando à imprensa, o ministro da Defesa, Salviano de Jesus Sequeira, disse que o Governo angolano disponibilizou recursos humanos como médicos, enfermeiros, especialistas de Saúde e militares das forças armadas e meios técnicos, bem como manifestou solidariedade aos povos do Malawi e do Zimbabwe, que sofrem as consequências do referido ciclone.

Na ocasião, a ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, referiu estarem a levar uma equipa multidisciplinar civil e militar, medicamentos e material gastável para fazer o diagnóstico e assistência médica em apoio nesta missão.

“A equipa está moralizada e vai com sentimento de cumprir um dever importante. Temos aqui especialistas de várias áreas que já tiveram experiências semelhantes no passado e acreditamos que vamos, de facto, apoiar o país irmão”, realçou.

error: Content is protected !!