Uma história para o futuro

No final da década de 1980 foi exibida no mundo uma série de TV norte-americana sobre a guerra de secessão, Norte e Sul. Uma grande produção que ajudou muita gente a compreender aquele momento histórico. A história é assim, não dá para retorcer, os factos são os factos. Quanto muito, novos estudos ajudam a compreender melhor cada assunto, trazendo novos elementos importantes para deixar tudo mais claro, mais lógico. Tivemos a comemoração, ontem, da vitória na batalha do Cuito Cuanavale, um evento que levou àquele município vários Chefes de Estado. João Lourenço, o anfitrião, recebeu o apoio dos seus homólogos da SADC e somou mais pontos. Não se trata de batalha alguma agora, trata-se do passado, de um passado que se deve projectar para o futuro. Sim, ao trazer os seus colegas, Lourenço diz que Angola se orgulha da sua história e do seu papel, que valoriza a história comum com os seus vizinhos. Isto sem esquecer o seu papel na história mundial, porque o Cuito Cuanavale é parte da história do mundo. E o que tem a série de televisão Norte e Sul a ver com o Cuito Cuanavale? Nada, em princípio, tirando o facto de nunca se ter narrado a história toda e, portanto, ser importante o seu estudo. Nos Estados Unidos morreram americanos que se opunham, houve vencedores e derrotados, houve gente a fazer história, que é o mais importante. E é isso o que deve contar também para os angolanos, independente da grandeza da batalha. Ficou a história de homens, amores, famílias, ideologias e de países. É dos angolanos, é dos africanos. É para sempre e tem de ser sempre um orgulho.

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