“Duetos N’Avenida”: Don Kikas optimista por bom espectáculo

O artista já trabalha em Luanda para o concerto que o colocará em palco com o também músico Walter Ananaz, no quadro da II temporada do projecto “Duetos N’Avenida, uma iniciativa da Zona Jovem Produções

No dia 29 de Março está agendado mais um concerto “Duetos N’Avenida”, que traz, desta vez, dois jovens talentos da música angolana: Walter Ananaz e Don Kikas. Este último, radicado em Portugal, regressa à terra mãe para mais uma apresentação, relembrando vários hits do seu repertório, marcadamente registados na década de 90. Em breve entrevista Don Kikas mostra-se bastante optimista pela realização de mais um concerto “Regressa à base” desta vez para o projecto Duetos N’Avenida.

Como reagiu quando recebeu a proposta de fazer um dueto com Walter Ananaz?

Acho o projecto muito interessante por ser inovador no mercado nacional. Fazê-lo com o Walter deixa tudo mais fácil, porque somos amigos e conhecemos bem os trabalhos um do outro.

O que tem em comum com Walter Ananáz?

Para si, o que seria indispensável para tornar esse Dueto inesquecível? Somos da mesma geração e temos muito em comum no que toca às influências musicais. Acredito que temos inclusive os mesmos ídolos na música. Indispensável será cantarmos os grandes sucessos que marcaram uma geração.

Qual a vossa expectativa para esse show?

Que tenhamos uma casa cheia de gente e boa energia. O resto vai fluir.

Num momento em que o mercado musical está cada vez mais competitivo, o que traz de novidade para este espectáculo?

Da minha parte, levo dois temas do meu próximo álbum. Um dos quais chama-se “Basta” e foi lançado há menos de um mês. Além disso, só o facto de cantarmos as músicas um do outro já é inédito.

Vive em Portugal, tem conseguido acompanhar o desenvolvimento da música angolana? Como tem sido a adesão do público ao seu trabalho?

Sim, mesmo vivendo fora, estou sempre ligado a tudo o que se passa em Angola. Com gratidão, observo que há um público ainda fiel ao meu trabalho, sinto-o pelo constante feedback que recebo através das redes sociais e pessoalmente quando me desloco aos vários mercados onde tenho trabalhado.

A Casa 70 traz-lhe algum tipo de memória?

Só boas memórias. É uma casa que conheço há cerca de 20 anos, onde já cantei algumas vezes e nunca me decepcionou em nada.

Com que regularidade vem ao país? Caso sejam entradas raras, como pensa que será esse reencontro com o público local?

A última vez foi há menos de um ano e também aqui em Luanda. Com duas noites esgotadas e um público fantástico. Por isso, o que espero do show para o show do Duetos é que seja uma grande festa.

Quais as músicas do Walter que faz questão de as interpretar?

Conheço bem o trabalho do Walter, dos “N’sex Love” até os dias de hoje. São vários os temas que gosto e terei muito prazer em cantá-los. “Mais um Domingo” é o meu preferido. Gosto muito do Walter e, principalmente, da sua musicalidade. Temos praticamente os mesmos gostos e influências. Sendo assim, é garantida total sintonia no show do Duetos N’Avenida.

Decorrem os ensaios, como está a ser o entrosamento?

Num espírito de muita entrega, amizade, irmandade e descontração. Por isso, eu tenho a certeza de que o show será uma festa no palco da Casa 70.

Acompanhamos a vossa alegria, durante o ensaio, ao ter reencontrado Cândido Ananaz. O que significou para si?

Foi uma enorme alegria encontrar esse grande músico que, para mim, tem um relevante significado para a história da Cultura angolana. Ele estar no ensaio trouxe- me a certeza da importância do trabalho que estamos a preparar, além da felicidade do reencontro. É o mentor e mais velho do Walter e, por isso, esse próximo show em formato de dueto não estaria a acontecer não tivesse o Cândido Ananáz feito o que fez ao iniciar nos palcos esse grande músico e meu amigo Walter Ananaz.