Idai já fez 446 mortos em Moçambique

O número de vítimas mortais do ciclone Idai e das cheias que se seguiram no centro de Moçambique subiu para 446, anunciaram, ontem Domingo, as autoridades moçambicanas

A informação foi prestada no centro de operações de socorro instalado no aeroporto da cidade da Beira e representa um acréscimo de 29 mortos em relação ao balanço de Sábado, dia em que o Governo confirmou a morte de 417 pessoas. O número de pessoas afectadas subiu ontem para 531 mil. “Não significa que estejam em risco de vida. São pessoas que perderam as casas” ou que estão “em zonas isoladas e que precisam de assistência”, explicou Celso Correia, ministro da Terra e do Ambiente, referindo que os números refletem a recolha de informação a partir de várias áreas antes isoladas. Por seu lado, o número de salvamentos faz com que os centros de acolhimento continuem a encher e registem já 109 mil entradas, das quais 6.500 dizem respeito a pessoas vulneráveis – por exemplo, idosos e grávidas que recebem assistência particular.

Celso Correia referiu também que há 90.756 alunos que, por várias razões, não vão à escola e que o sistema de educação está comprometido devido ao rasto de destruição. “Já temos mais unidades organizadas” e a “conquistar mais território”, realçou o ministro. Com a descida das águas, muitas pessoas alcançadas por equipas de socorro preferem receber alimentos e outros tipos de assistência (médica, por exemplo) nos idosos e grávidas que recebem assistência particular.

Celso Correia referiu também que há 90.756 alunos que, por várias razões, não vão à escola e que o sistema de educação está comprometido devido ao rasto de destruição. “Já temos mais unidades organizadas” e a “conquistar mais território”, realçou o ministro. Com a descida das águas, muitas pessoas alcançadas por equipas de socorro preferem receber alimentos e outros tipos de assistência (médica, por exemplo) nos sítios onde estão e assim recomeçar as suas vidas, nas suas terras.

“Muitas pessoas preferem ficar onde já têm condições” e até pedem sementes para voltar a cultivar as suas ‘machambas’ (hortas) para garantir alimentação, disse Celso Correia. Em outros locais são entregues tendas para substituir casas danificadas, mas onde se verifica que há risco, é feita a retirada compulsiva da população, acrescentou.

Na vila de Buzi, no distrito mais alagado com as cheias, já há médicos, alimentos e tendas, destacou o ministro moçambicano, pelo que “é normal que as famílias comecem a regressar” para as suas áreas, deixando centros de acolhimento temporário sobrelotados e onde a comida escasseia. Ainda assim, esta presença de apoios em Buzi verifica-se nas zonas mais altas, pois grande parte do distrito continua submerso.