Enigma celebra o Dia Internacional do Teatro com temporada teatral

A temporada teve início ontem e tem em cartaz a peça intitulada “Casados e cansados”, que será exibida às 20 horas na LAASP, antiga Liga Africana em Luanda, até Domingo, 31

Para celebrar o Dia Internacional do Teatro assinalado ontem, 27, a companhia Enigma Teatro realiza uma temporada teatral na LAASP, antiga Liga Africana, às 20 horas, com a exibição da peça “Casados e cansados”. A exibição do fragmento que teve início ontem, até Domingo, 31, retrata questões relacionadas com a violência doméstica, assim como as roturas existentes nos casamentos.

Tony Frampénio, encenador do grupo, disse a OPAÍS que a peça, com teor humorístico, baseia-se em factos reais, constatados no seio dos casais, que segundo ele, em alguns momentos na relação encontram enormes dificuldades como, por exemplo, a resolução dos conflitos. “Muitas das vezes a violência doméstica e a falta de entendimento no casamento terminam em divórcio e em crimes passionais. Pretendemos alertar os casais para a necessidade de partir para o casamento de forma consciente e com maturidade”, observou.

Celebrar a data

O Dia Internacional do Teatro celebra- se anualmente a 27 de Março. Para comemorar a data, neste dia decorrem vários espectáculos teatrais com o objectivo de promover a arte do teatro junto das pessoas. Em Luanda, vários grupos realizam exibições dos seus trabalhos, que levam à reflexão sobre vários problemas sociais, de modo a despertar a população, bem como promover a arte. Para Tony Frampénio, em Angola o Dia Mundial do Teatro devia ser celebrado com a inauguração de, pelo menos, uma sala de teatro, assim como a implementação de políticas culturais, tendo citado como exemplo a Lei do Mecenato, que protege os artistas e as artes em si. “Não temos uma sala própria para a exibição das obras, as que temos são adaptadas.

Poderíamos realizar uma festa para mitigar os problemas da estigmatização da arte teatral”, enfatizou. O encenador ressaltou o facto de muitos verem o teatro como uma ocupação, tendo discordado, por considerá-la uma arte profissional.O responsável considerou relevante a existência de escolas médias e superiores de arte, que motiva os artistas a formarem-se, de modo a entender melhor a arte que desempenham. Por essa razão, achou inconveniente o preconceito existente com essa arte. “Temos a Associação Angolana de Teatro que vela pelos interesses dos actores. Através do associativismo tornamo- nos mais unidos, e com maior força para pensar nas estratégias de como solucionar as nossas preocupações”, considerou.

O grupo Fundado em 1998, a partir da fusão dos grupos Os Makotes (1987) e Komba Meneck (1997), o grupo foi vencedor, em 2010, do Prémio Cidade de Luanda e, em 2014, do Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de teatro, atribuído anualmente pelo Ministério da Cultura e, em 2015, arrebatou o troféu máximo do Prémio Angola 40 anos de Independência.

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